Alerta de resenha enviesada a frente! Sai da frente que aqui tem um fã de Pokémon (meio pobre, não consegui jogar as últimas gerações). Inclusive jogo Pokémon GO até hoje. Meu código de amizade é 0666 4309 3191. Pokémon: Detetive Pikachu (Pokémon Detective Pikachu, 2019).

SINOPSE
Tim Goodman (Justice Smith) recebe uma notícia indigesta: seu pai, Harry Goodman, um notório policial de Ryme City, morreu num acidente de carro. Tentando arrumar o apartamento dele (e talvez descobrir alguma pista), acaba descobrindo um Pikachu falante (Ryan Reynolds), com chapeuzinho de detetive, muito determinado em provar que Harry não morreu.

CHEIRO DE MUK
Esse foi um filme exceção que fugiu da minha regra de não ver trailers. Acabei vendo. Aconteceu naturalmente. Eu precisava ver o que me esperava. Se seria uma versão live action do anime de pokémon, se seria inspirado no jogo. Como os bichos se comportam em tela, e interagindo com humanos. O resultado foi “é muito bom umas horas, bem esquisito noutras. Eu quero ver, mas acho que vai ser uma bomba”.

VOO DO HO-OH
A real é que eu adorei o filme. A estranheza que eu tinha antes foi substituída, bem rápido. Porque os pokémons estão ótimos. A animação deles é incrível. E a interação de humanos com pokémons é sempre excelente. Os que são fofos estão ainda mais fofos, os que são imponentes, ainda mais imponentes. Os assustadores, muito assustadores (menos o Gengar). Você não começa a achar que são bichinhos reais. Mas as interações são tão fluidas que você começa a desejar que fossem.

OITO INSIGNIAS
O filme se baseia nas regras estabelecidas nos jogos, quadrinhos e animação. PRINCIPALMENTE nesta última. Então, coisas que nos jogos são apenas curiosidades, mas que o anime valoriza muito, recebem rimas aqui. Exemplo: a cauda do Charmander funciona. Mais coisas são referenciadas, como comportamento de pokémons já conhecidos no desenho, até mesmo a música tema clássica (“esse meu jeito de viver…”). Então sim, é pra te pegar pelo pé com a nostalgia.
Mas também é pra atrair o público mais novo que ainda não conheça a franquia. O personagem não é mais o Ash, mas sim Tim. O filme é muito diverso com relação aos atores. Começando pelo protagonista, jovem negro. Sua aliada, Lucy Stevens (Kathryn Newton), é uma garota branca. O tenente da policia, Hide Yoshida (Ken Watanabe), asiático. Seu amigo de infância, indiano (Karan Soni). Por aí vai. E, não querendo fazer piada, também é muito diverso em pokémons. Tem monstrinhos de TODAS as gerações aqui (eu, inclusive, não reconheci vários dos mais novos). Se você já acompanha a franquia, Detetive Pokémon será um grande jogo “Achei!”.
Mas é claro que a gente precisa apontar o elefante da sala. Vocês me conhecem, eu não poupo ninguém. E…

NEM TUDO SÃO VILEPLUMES
O que Detetive Pokémon tem de lindo, tem de roteiro fraco. Ele não é RUIM. Mas é óbvio. O tempo todo. Jornada do herói ligada no máximo. Sem contar que, algumas sequências, por mais impressionantes que sejam, muitas vezes acabam se perdendo. A cena da Luta, por exemplo, é muito divertida. Mas o ganho de roteiro que ele traz é pequeno. Algumas pistas que os dois protagonistas seguem geram mais uma sequência interessante, do que trazem informações relevantes.
E o desfecho? É, basicamente, um milagre. Deu ruim, deu ruim, deu ruim… Solução fácil.

PARA SER UM CAMPEÃO
Detetive Pikachu é um ótimo filme de nostalgia, e ótimo para assistir em família. É um ótimo sessão da tarde, por exemplo (eu não esperava nada dele, sai contente).
Espera, como pude esquecer a atuação do Ryan Reynolds? Se bem que… Na verdade, também não sei como foi. Porque vimos uma cópia dublada. Mas a dublagem está excelente, fica a dica.
Vão conferir, vão na saudade, e eu quero muito, MUITO, um Totodile e um Bulbasaur.
Abraço, e temos que pegar todos!
