Chegamos na Terceira e penúltima temporada de The Good Place. Será a pior? Vamos descobrir, e como sempre, cuidado com os spoilers. Sai daqui, vai assistir essa série maravilhosa e depois volte.
Com o final da segunda, Michael consegue convencer a Juíza a dar outra chance da nossa maravilhosa equipe, agora voltando para a terra, e tentando, com um pequeno empurrão inicial do Michael, a demonstrarem seu progresso moral.
Bons avanços
Como esperado, contratempos acontecem. Entretanto, é interessante ver como cada um apresenta seu progresso, mesmo regredindo em alguns momentos, e o pânico que isso gera no Michael e Janet. Também dá as caras aqui a Simone. Professora de universidade, tal qual o Chidi, ela oferece suporte, mesmo que sem saber, na missão do nosso adorado grupo. Entretanto, penso que por interagir tanto com o núcleo principal da série, nos levando a comparações, ela acaba parecendo muito unidimensional, pelo menos emocionalmente. Um problema que também se repete na quarta temporada, mas é um papo para depois.

Contudo, na metade da temporada, devido a um erro do Michael, todo o progresso do plano é jogado fora, e escolhem agora ajudar outros a possivelmente chegarem no Good Place. Todo o auxílio dedicado a outros personagens, seja a Eleanor com a mãe, Tahani com sua irmã, ou Chidi com seu pai, ajudam bastante, especialmente Eleanor e Tahani, no que tange os seus arcos e desenvolvimentos como personagens. Ambas são inclusive bem interessantes, especificamente Kamilah, irmã de Tahani, que aprofunda bastante seu desenvolvimento, e fecha um dos arcos que se revelaram mais interessantes da série.

Outro ponto importante de apontar é conhecermos de fato o Doug Forcett, humano que conseguiu acertar nos anos 70 como funcionava o pós vida. Definitivamente um dos pontos altos.
Entretanto, alguns desapontamentos
Apesar disso, não posso negar que é de longe a pior temporada da série. Mesmo com os avanços, o ritmo diminui bastante, parecendo muito com a ferramenta de narrativa de monstro da semana, popular em séries como Supernatural. Isso, claro, não quer dizer que ela é ruim. É melhor que muita coisa, mas quando comparada a própria série, desaponta um pouco. Ela só ganha fôlego e ritmo de novo em sua reta final.
Final esse, inclusive, que novamente explode cabeças, e prepara muito bem a quarta e derradeira temporada. Descobrir que fazem mais de 500 anos que nenhum humano entrou para o Good Place, que apesar de inicialmente chocante, em retrospecto faz bastante sentido e apresentar isso para a juíza, que os permite executar um último plano para tentar se salvarem com a raça humana. Aliás, um adendo: odeio os representantes do Good Place com todas as minhas forças.

Enfim, uma temporada meio desregulada. Perde o ritmo muito repentinamente, e demora para se recuperar, apesar de avançar muito o desenvolvimento de alguns personagens. Diria inclusive que parecem 3 mini temporadas apertadas em uma só. Algo que funcionou muito bem em séries como Agents of Shield, mas aqui ficou meio estranho.
Felizmente, a próxima mais do que resolve esses problemas. Entretanto, mais informações do que isso, serão cenas do próximo capítulo…