Nevernight – A Sombra do Corvo: você precisa conhecer Mia Corvere

Nevernight – A Sombra do Corvo: você precisa conhecer Mia Corvere

Há histórias sobre Mia Corvere, nem todas verdadeiras. Alguns a chamam de Moça Branca. Ou a Faz-Rei. Ou o Corvo. A matadora de matadores. Mas, uma coisa é certa, você deveria temê-la.

A literatura passa sempre passa por momentos de “tendências”. Já tivemos as escolas – seja de bruxos ou vampiros – aliás, já tivemos muitos vampiros, depois tivemos os jovens heróis salvando o mundo de governos totalitários, e hoje enxergo os assassinos. Não precisamente publicados recentemente, mas muito procurados pelos leitores atualmente, sem dúvidas.

A assassina em questão é a Mia Corvere, e esse trecho destacado acima que fala sobre temermos ela? Felizmente meus queridos maratonistas, isso aí não é hype de sinopse.

Hoje vou falar sobre A Sombra do Corvo, o primeiro livro das Crônicas da Quasinoite. Hoje vou lhes dar alguns motivos para colocarem essa obra na lista de leitura de vocês:

Motivos para ler Nevernight: A Sombra do Corvo

imagem da capa do livro nevernight 

Motivo 1: A fucking narrativa

“Estejam cientes desde já que as páginas em suas mãos falam de uma garota que está para o assassinato assim como o maestro está para a música.”

A narrativa certamente é o motivo principal e pra mim suficiente para venerar esse livro. Jay Kristoff é mordaz, ácido e envolvente. Ele não mede palavras, mas mede o peso delas de forma a criar poesia e também entregar sensações amargas. Esse primeiro volume é bem escrito e as notas de rodapé do autor não só são essenciais como viciantes, Kristoff obviamente ama o universo que criou e é impossível você não se apaixonar com ele.

Motivo 2: O enredo

“Os livros que amamos nos amam de volta. E assim, como nós marcamos a nossa posição nas páginas, as páginas deixam marcas em nós.”

Quando eu li a sinopse eu pensei: nossa, senta que lá vem o clichezão. Garota órfã que quer vingança? Aí na primeira página eu fiquei “tá, como assim isso já começou desse jeito?”. Jay Kristoff não sabe só fazer uma narrativa bonita, ele sabe colocar conteúdo real nela. Então esse é um enredo foda, que não se escora no óbvio, mas que surpreende sem medo de desagradar – e presta atenção nisso, porque você pode se desagradar, mas com certeza o todo compensa e compensa muito!

Nós temos começo, meio e fim recheados de momentos incríveis, é tanta coisa que você (no caso eu) acostumado a ler enredos enxutos pode pensar: gente, o que é que esse homem vai trazer na continuação? Bem, eu li a continuação e acredite, tá insano.

Leia também: Os Crimes de Grindelwald – Sou fã, quero service!

Motivo 3: A Mia Corvere

“A última coisa que você virá a ser neste mundo, garota, é heroína de alguém. Mas será uma garota que os heróis temem.”

Nesse primeiro livro uma coisa que ressalto como excelente ponto positivo é a construção dessa protagonista. A Mia Corvere é uma órfã que busca vingança, essa é a premissa do livro. Mas ela não é desmiolada, do tipo imatura que acha que vai chegar matando todo mundo porque tem algo de especial nela. Corvere reconhece suas fraquezas, mesmo a contragosto e por isso ela quer ingressar na Igreja Vermelha, uma igreja que forma assassinos, para assim ela ter chances de matar quem ela deseja.

A Mia tinha tudo para ser aquela protagonista imbecil e cuzona mal humorada, entretanto nós temos um acompanhante (que não posso dar mais informações) que balanceia de forma tão genial a postura da garota, que você só consegue se interessar cada vez mais por ela.

Isso é bem importante, em muitos livros de fantasia, você meio que não se interessa pelo objetivo do personagem ou pior, você quer que o objetivo seja alcançado, mas não gosta do protagonista. Bem, eu sou uma leitora bem chata com protagonista e tive a perfeita relação com a Mia: amor e ódio. Bem intensos. O que com certeza resulta em envolvimento total com o livro.

Opinião final:

Nervenight – A Sombra do Corvo é um livro de Dark Fantasy que nos apresenta uma história sem heróis, que põe na mesa sexo e violência, solidão e rancor, religião e política de uma forma incrível.

Minha nota final é 4 estrelas de 5, porque é um livro eletrizante, mas não é perfeito (algum livro é?). Bem, apesar de que isso não afeta de forma alguma o resultado final que Jay Kristoff preparou para seus leitores. Por fim, mas não menos importante:

“Nunca trema. Nunca tema. E nunca jamais esqueça.”

Deixe um Comentário