Cabine hoje de Depois do Casamento (After the Wedding, 2019) e… Enfim, vamo logo com isso.

SINOPSE
Isabel (Michelle Williams) vive na índia tomando conta das crianças de um orfanato. Precisando de verbas, voa para Nova York, se reunir com Theresa (Julianne Moore). Ela está tão atarefada com os afazeres do casamento da filha Grace (Abby Quinn), que convida Isabel para o casamento. Mal sabiam elas que estavam ligadas pelo passado… e pelo destino.

PAPO RETO
Vamo direto ao assunto: é o filme mais branco que eu já vi esse ano. “Mas isso é bom ou ruim?”. Sei lá! Só sei que eu tô cansado, já. Pra mim foi qualquer nota. O filme não me cativou em quase nada.
Mas enfim, to começando pelo final.
CONTEXTO
Depois do Casamento foi filme de abertura do festival de Sundance de 2019, e é uma releitura de filme homônimo (com a devida tradução) de 2006. Este, indicado a oscar de melhor filme estrangeiro em 2007. Eu não vi o original, e… Espero que seja melhor que esse. Tá, deixa eu falar logo do que eu não gostei, depois eu tento catar os pedaços pra te convencer a ver o filme – afinal sei lá, vai que você gosta.

HATING
Começando que eu já tô de saco cheio de branco salvador. “Mas então você prefere que as crianças em orfanatos na índia passem fome?” Não. O que eu prefiro é que não existam arquétipos que só existe para afagar o ego de pessoas que estão em classes dominantes. Mas menos mal, pelo menos ela tá fazendo alguma coisa, além de ensinar crianças indianas a meditar… Já é mais do que a maioria. Depois conhecemos a Theresa. Podre de rica. Construiu um império de comunicação sozinha. Mas tem um coração BOM… vê o ninho de passarinho no chão, e fica triste coitada, que é de dar dó. Grace (Abby Quinn), tadinha, menina boa, mas é ingênua… e Oscar (Billy Crudup) é um artista plástico talentoso e renomado (to tão acostumado a ver artista passando fome que chega dá susto), de bem com a vida, ama os filhos, é atencioso. Galera do bem.

CALMA, CARA
Ok, lendo minha descrição, parece que eu só to com ranço. Pode ser, mesmo. É muito possível. Mas meu incômodo vem do fato que eu já vi diversos dramas com esse tipo de núcleo familiar com dinheiro e bem sucedido, cujo maior drama na vida é… enfim, eu não vou dar spoiler do filme. Mas, de verdade? Quem tá passando por drama são as crianças do orfanato.
Fato é: nenhum drama me cativou. Na verdade, Depois do Casamento me dava mais motivos pra rir do que qualquer coisa (tanto que parei porque percebi pessoas ficando ofendidas). Outra coisa muito incômoda: toda a trama principal do filme é sobre a falta de comunicação entre as partes. Mas as pessoas continuam sem trocar informação o resto do filme inteiro! No final das contas, é como acompanhar uma novela (uma amiga comparou a A Usurpadora, o que me fez rir mais ainda). Porque os gatilhos emocionais são muito simples, muito óbvios, e muito clichês. Claro que a Julianne Moore está fazendo um ótimo trabalho. Na verdade, todo mundo em cena. Mas não importa, quando a história é um clichê requentado.

VAMOS DE PARTES BOAS
Atuação da Julianne Moore.
Fotografia fria combina com o clima de subúrbio / luxo nova iorquino.
Crianças indianas.
CONCLUINDO
Antigamente, quando Iza ainda fazia parte do blog, ela ia nesse tipo de filme. O que era bom, porque ela era publico – ou no minimo, empatizava com ele. Eu to longe de ser o alvo de Depois do Casamento. Então vejam o trailer, leiam outros sites, talvez vocês achem críticas mais favoráveis. Eu só queria ter continuado dormindo, mesmo.
Abraços, e até!