Oi gente. Aqui é Fernando, vocês já me conhecem (eu… Acho). Ontem não deu pra comparecer na cabine. Então, pedi prum amigo meu ir, e escrever a resenha no meu lugar. Vou copiar o texto dele sobre Venom, aqui em baixo.
Olá, meu nome é Rodrigo Truppel, e eu vou tapar o buraco de Fernando hoje.
Venom sempre foi um dos meus vilões favoritos do Aranha. Conheci ele na magnífica série de televisão, e colecionei brevemente quadrinhos do Aranha por conta de histórias desse memorável vilão. A origem inicial dele nos quadrinhos é bem triste e mal feita, tanto que fizeram um retcon brutal pra corrigir. Mas apesar do mau começo, ele eventualmente mostra pra que veio, com uma reflexão do porque somos o que somos, qual a origem do bem, e quão longe temos que ir pra perceber que nos tornamos maus? Mas quadrinho é quadrinho, filme é filme, vamos pro que interessa.

INÍCIO
O filme tem como desafio contar a história do surgimento de um vilão das histórias de um herói, sem o tal herói. Para isso conta com um elenco acima da média, com nomes como Tom Hardy e Riz Ahmed.
Venom começa tentando passar uma tranquilidade, uma origem bem fiel, seguida de uma cena de ação bem feita. E assim segue além do prólogo, com o primeiro arco muito bem feito, fechado e bem definido. Bons começos aparentam ser a marca registrada do Ruben Fleischer (Zumbilândia, 30 minutos ou menos, Caça aos Gangsters). Mas daí o filme começa uma séria arrastada, onde parece que o diretor filmou o começo, filmou uma outra cena e não soube ligar os pontos.

DIFERENÇAS
Quando passa da linha dos 30 minutos e o espectador ainda não está Venom o principal (Ba Dum Tss), dá uma certa agonia. Que é ampliada pela nova visão sobre Eddie Brock. Esqueça o jornalista investigativo sem medo de causar danos a alguém, contanto que consiga uma matéria pra fazer seu nome. O Venom é muito mais um contraponto a esse Eddie Brock do que uma soma, eles ressonam mais pelas diferenças do que pelas semelhanças aqui. Fiel ao original? Não. Ruim? Também não.
O roteiro do filme foi o que mais me surpreendeu. Eu esperava mais furos do que um queijo suíço, mas ao invés disso, me foi entregue um roteiro fechadinho, sem espaço para Deus Ex Machina, e coincidências em geral. As coincidências não estão ali para solucionar o roteiro, o que faz o filme subir muito de nível. A carga filosófica no entanto, bota o filme um pouco pra baixo. Não há muitas discussões ou indagações filosóficas.

DETALHES
A atenção aos detalhes pecou um pouco. Bobagens que teriam sido resolvidas com um pouco de pesquisa. Dando exemplo sem dar spoilers, um editor de jornal perguntando qual a fonte de um jornalista, isso é claramente imoral e fora dos conformes das boas práticas do jornalismo. Ciência louca que pula de testes em roedores direto para testes em humanos. Houve uma decisão dos simbiontes preservarem a roupa dos hospedeiros, que é claramente uma tentativa de evitar erros de continuidade. Algumas poucas falas estão faltando pra explicar uma coisa ou outra. Outra coisa que o filme peca, é que pra conseguir ser PG-13, abre mão da violência clássica que caracteriza o personagem. Se fosse pra 16, talvez fosse visualmente mais agradável.
O filme aparenta ter mais de uma cena retirada, que poderia ter dado sentido a certas decisões de alguns personagens, e simultaneamente perde tempo mostrando gente fazendo mercado. Tem algo claramente errado no corte, que poderia ter mudado o filme de patamar.

CONCLUSÃO
Venom é um bom filme! Talvez com um pouco mais de primor, um pouco mais de boa vontade, tivesse sido um filme melhor. Não vá esperando um filme pra competir com Guerra Infinita, mas pode ir com a tranquilidade de que é um filme que vai lhe divertir bastante.


deixou com uma expectativa um pouco maior, da quase zero que eu estava, verei