Usualmente, apareço aqui com indicações do que imagino que seriam boas atrações para vocês assistirem, mas hoje não é um desses dias. Hoje eu pretendo indicar 4 animes para você passar reto e fingir que nunca viu.
1- Ajin

A Netflix disponibiliza alguns animes no seu catálogo para a apreciação do seu consumidor, no entanto seu sistema de recomendação não funciona tão bem assim, e foi desse jeito que eu acabei assistindo Ajin, ou melhor tentando. Ajin é um mangá escrito por Gamon Sakurai que foi adaptado para anime em 2016, e em 2017 para um filme live action. Minha recomendação é, não veja nenhum.
A premissa de Ajin é até interessante. O anime conta a história de Kei Nagai, um estudante do ensino médio aparentemente frio, calculista e extremamente focado em ter um bom desempenho e seguir uma boa carreira. Um belo dia, Kei é atropelado e morre por alguns segundos, para logo depois voltar a vida como um Ajin. Ajin são criaturas dotadas de alto poder de regeneração, o que os confere o status de imortais, obviamente criando terror entre a humanidade.
Porque ficar longe: A animação é ruim. Além de feia, a animação passa a impressão mesmo para os mais leigos, como eu, de muito mal executada. Os personagens parecem estar o tempo todo em Slow Motion, e mesmo em cenas de ação existe uma debilidade na movimentação que é no mínimo irritante. Finalmente eu entendo porque todo mundo que gosta de anime prefere 2D a CG. A “lerdeza” presente na animação sangra também no enredo, tornando uma premissa boa em um enredo lento, desconexo, que passa a sensação de caminhar em círculos sem sair do lugar.
2- Another

Se você acompanha o mundo dos animes já deve ter ouvido falar dessa preciosidade trash. Another é famoso no Brasil por uma razão conhecida: a dramática cena do guarda chuva. O anime advém de uma light novel escrita por Yukito Ayatsuji, e publicada em 2009.
O enredo é bem simples, 26 anos atrás na pequena cidade Yomiyama uma estudante do 9 ano da sala 3, popular e amada por todos morreu. Para lidar com o peso da perda da colega, um dia um estudante sugere que sua colega não morreu, e todo mundo na escola, inclusive o diretor resolvem aderir (Loucura compartilhada, eu diria). 15 anos depois Kouichi Sakakibara chega a cidade, se torna aluno do mesmo colégio e o enredo desenrola daí.
Porque ficar longe: O traço da animação é bonito, e esse é literalmente a única coisa legal sobre Another. A animação não é bem feita, o enredo é muito fraco, que poderia ser facilmente solucionado se alguns dos personagens fossem minimamente maduros e inteligentes, os personagens não são bem construídos, não há suspense, e literalmente nada no anime te assusta nem de longe, até as bonecas macabras são mal utilizadas, é de doer. É reflexo do quão a obra é ruim, que ela não fez sucesso no Japão quando lançada, não compreendo como ela fez tanto sucesso aqui.
3- Pupa

De todos os animes nesta lista, Pupa é provavelmente o único que realmente merece estar numa lista de horror. Infame entre os otakus, Pupa perde apenas para Boku no Pico, em bizarrice, e o segundo é literalmente um anime sobre pedofilia (Recomendo que você não google nenhum dos dois, é traumático).
O mangá é escrito por Sayaka Mogi e foi adaptado para anime no ano de 2014. Pupa conta a história de dois irmãos, Yume e Utsutsu Hasegawa. Yume é mordida por uma borboleta vermelha, que a transforma num monstro carnívoro que devora tudo que estiver ao seu alcance, incluindo seu próprio irmão. Sim, eu to falando da infame cena da cama (Me ouça, não google).
Porque ficar longe: Bom, se a bizarrice de uma irmã comer o irmão, literalmente inúmeras vezes não tirar seu interesse na obra, Pupa é feito num formato que não permite que nenhuma história complexa seja contada, são 12 episódios de 4 minutos, que contando com abertura e encerramento, não deixa espaço para nada ser efetivamente contado. Quando lançado, os fãs que leram o mangá reclamaram da quantidade de furos do enredo, alteração de fatos e da timeline da história, ou seja, até quem gostava da tosqueira ficou decepcionado.
4- Tokyo Ghoul

Esta é a indicação mais sofrida e triste da lista. Tokyo Ghoul era o único anime dessa lista toda que eu tinha esperança de ser bom, e não é. A obra fez bastante sucesso no Brasil, tanto que eu sabia do anime antes mesmo de me tornar otaku.
De Sui Ishida, Tokyo Ghoul conta a história de Ken Kaneki, um estudante universitário introspectivo que ao visitar seu café predileto conhece Rize Kamishiro e se interessa por ela. Rize é jovem, bonita, inteligente e divide os mesmos gostos em literatura que Kaneki, o problema é que Rize também é um Ghoul que tenta comer o Kaneki, literalmente. Para quem não sabe, Ghouls são criaturas míticas que se assemelham a um ser humano comum, possuindo uma pequena diferença, sua dieta é unicamente formada por carne humana. Após ser atacado Kaneki sobrevive, mas por pouco, no hospital os médicos lhe transplantam alguns órgãos de Rize, tornando Kaneki num meio Ghoul.
Porque ficar longe: O anime é interessante, a animação é bem feita, as cores, a fluidez, e o design de personagens é satisfatório. O enredo inicial ajuda, é interessante ver como o Kaneki lida com ser jogado numa nova realidade, principalmente pois a existência dos Ghouls é conhecida, e Tokyo é uma cidade sitiada. Todavia as coisas desandam no anime da mesma forma que desandaram no Brasil nos últimos tempos… Ai amigos, eu queria estar brincando. Até o fim da primeira temporada eu tinha esperanças de que o Kaneki ia se tornar aquele protagonista fodão, sabe? Foi um erro honesto conduzido pela transformação na cor de cabelo dele, eu juro.
Contudo, do meio da segunda temporada em diante eu só conseguia olhar para a televisão e pensar, “que merda você tá fazendo Kaneki Kun?”, infelizmente não houve resposta. Mas eu perseverei meus caros, eu me arrastei a duras penas até a terceira temporada, e aí, eles mudaram tudo. O personagem passa por uma lavagem cerebral, e seu cabelo branco não mais indica seu nível bad ass, não, ele honestamente não indica nada. Foi tão sofrível que eu dropei no meio da temporada. A última notícia que eu soube é que agora o Kaneki se transformava em algo semelhante a um dragão e não morria nunca, não importa o perigo… Em uma palavra? Sofrível.
Tokyo Ghoul merece lugar de destaque aqui por ser a única das obras com um potencial imenso, que foi desperdiçado, que caso a história fosse corretamente conduzida, faria ainda mais sucesso do que a primeira temporada fez. E nem foi só pela sensacional música de abertura.
Ufa! Livrei vocês de uma né? Sexta feira eu volto com indicações reais do que assistir no Halloween. Beijão e até lá!