Depois de falar de Paper Mario no último texto, tava na hora de tirar a poeira do Playstation. Um pouco mais de uma semana que Fall Guys foi oficialmente lançado, e distribuído para os jogadores que assinam a Playstation Plus no mês de Agosto, eu finalmente pude… (er.. pera… update….!) Finalmente pude jogar ver se esse joguinho que chamou a atenção da internet “clicava” comigo também! Cheio de boa vontade e interesse eu fui nessa! Cai junto!
ONDE QUE COMEÇA ESSA QUEDA?
Primeiro precisamos conhecer um pouquinho de onde Fall Guys vem, do que se propõe a ser e aí a gente pode falar das impressões que o jogo causou. Então por onde começar? Bom, a primeira coisa que eu reconheci foi o selo da Devolver, que é uma publisher bem conhecida por jogos com estética bem polida, e por se envolver com desenvolvedores de porte muito menor. E a devolver lida com títulos já bastante reconhecidos como Enter the Gungeon, My friend Pedro, Gris e The Messenger só pra citar uns exemplos.
Mas e a desenvolvedora? A Mediatronic é um studio Londrino que ainda não tem lá títulos tão conhecidos, mas que já tinha explorado essa estética “fofinha” com um jogo que juntava a série Gears of War com Funko Pop! (aqueles bonequinhos cabeçudos). O site oficial de Fall Guys nos oferece alguns detalhes sobre a criação do jogo, que está disponível pra Playstation 4 e Steam, e é muito interessante saber as influências e conhecer um pedacinho da equipe envolvida na criação dessa ideia, que resumindo bastante, se trata de um jogo que reúne um monte de bonecos fofinhos se estapeando pra vencer uma competição inspirada nos programas de TV. Faustão chorou.
A PRIMEIRA QUEDA A GENTE NUNCA ESQUECE

“Mas e aí? Como é esse tal de Fall Guys?” Você pergunta, perspicaz. Então, acho que a descrição resumida do jogo dá uma ideia bastante clara de como é essa experiência. Mas nada tema! Vou detalhar no melhor das minhas habilidades pra que você possa considerar a decisão de jogar (ou validar sua opinião, o que é mais comum na internet, né?).
Eu entrei no jogo com o objetivo de chegar a primeiro lugar mas (até a postagem desse texto) não tive sucesso. Então você já pode saber que houve uma dose de frustração. Mas houve também muita diversão! O jogo tem controles simples. Você pode segurar (e isso serve pra segurar outros participantes, ou objetos), pode se jogar (se lançar como quem vai dar um mergulho), ou pular, além de, claro, andar/correr. Essas são todas as ações possíveis e o que vai mudar a maneira como você interage são os tipos de provas disponíveis e o caos que os outros competidores provocam. Avaliando quantitativamente, não há um número enorme de tipos de provas (11 no total), mas via de regra são bastante distintas entre si, e a depender de em que fase do jogo a prova seja selecionada algumas regras podem mudar.
EXPLICA ESSA QUEDA DIREITO!

Vamos exemplificar pra ficar mais claro. Em geral são reunidos 60 jogadores pra iniciar as rodadas de provas. A primeira prova costuma ser uma pista de obstáculos, em que um número máximo de jogadores é admitido no final. Por exemplo, 45. Então os primeiros 45 jogadores a chegarem no final da pista são admitidos pra segunda fase do jogo, e os que não passarem podem assistir o resto do jogo, ou voltar ao início e tentar uma nova rodada.

As modalidades de provas podem envolver dividir os jogadores em times, garantir que um número de jogadores seja eliminado, ou que um número de jogadores seja salvo (parecem dinâmicas semelhantes mas são bem distintas). Tudo isso acontecendo num ritmo frenético em que os jogadores se amontoam pelos caminhos possíveis para atravessar e concluir a desejada tarefa, na esperança de ser aquele que não caiu no final. Mas a gente cai. Cai muito.

Os jogos pesam bastante via de regra na sorte, mas existem sim camadas que a experiência vai construindo e aumentando as possibilidades de sucesso. Se você já conhece as provas você sabe os caminhos e estratégias mais garantidas pra te colocar em posições vantajosas. Mas ainda assim, existem provas que no final vão ser completamente baseadas em aleatoriedade e você que apele pro santo que melhor te convir. Um exemplo é uma prova em que uma pista é bloqueada por uma série de portas, em sequência, e os jogadores precisam identificar as portas que podem ser atravessadas, e nada além da sorte pode te salvar. Eu não tenho sorte.
Até mesmo quando tudo que você depende é um pulo no momento certo, não é menos frustrante errar um salto na última etapa da fase. E acontece. Acontece. E dói.

MAS É UMA QUEDA BONITA?

Eu gostei bastante do visual de Fall Guys, embora seja MUITO EFUSIVO E COLORIDO! Eu particularmente gosto de alta saturação, mas esse caso eu confesso que até pra mim às vezes parece excessivo. É como colocar no liquidificador um Donut Rosa com granulado colorido, um quindim e o chiclete mais azul que você conseguir encontrar. Acredito que tem um apelo mais infantil, mas me agradou na maior parte dos momentos. Pros olhos mais sensíveis, eu recomendo uma tela mais dessaturada.
E DÁ PRA OUVIR ESSA QUEDA?

Se vocês conhecem a estética de música de Splatoon vocês já terão uma ideia mais ou menos do que é usado no jogo. A música (que você pode ouvir no spotify), produzida pelos Jukio Kallio e Daniel Hagström, é bastante enérgica, e às vezes usa o que parece uns recursos vocais mas que não cantam nenhuma língua inteligível, e são apenas como simlish (Aquela língua que os Sims falam e que são só barulhos de boca imitando uma língua!). É gostosinho, mas também pode ser um pouco excessivo a ouvidos mais sensíveis. Acho que um destaque vai para as faixas de baixo que saltam na música com bastante personalidade. Mas apesar dos loops serem relativamente longos, e com algumas micro variações, eu particularmente não conseguiria ouvir essas músicas por muito tempo. Ainda assim é uma estética sonora muito boa, e cria uma ótima relação estética com o visual do jogo!
E CAIU PRA CIMA OU CAIU PRA BAIXO?

Fall Guys é um jogo divertidíssimo. Talvez falando isoladamente de suas partes eu tenha traçado uma imagem mais crítica do que pretendia, mas eu me diverti horrores. Se você tem um forte senso de competição é provável que o jogo te prenda por mais tempo do que você esperava. É uma diversão despretensiosa, que não se apoia na violência como premissa básica de ação. Isso é claro que não tira a violência do jogador (como minha vontade de quebrar o controle em alguns momentos de imprecisão minha, ou em que o jogo se apoia em sorte), mas é um esforço que eu acho que merece sim ser notado! E é um jogo que me parece bastante adequado aos nossos tempos de streaming, e de acompanhar gameplays divertidos em loops infinitos.
Foi uma experiência bastante enriquecedora, mas ao mesmo tempo não é o tipo de jogo que me prende por muito tempo. Eu normalmente me prendo um pouco mais a jogos que tem construção narrativa. Mas de forma nenhuma, foi demérito do jogo, e acho que pode ser ainda mais divertido pra jogar com amigos quando a pandemia encerrar! (Por enquanto dá pra jogar online com eles)
Mas ainda pretendo investir um pouco mais no jogo! Quem sabe pelo menos eu consigo pegar a fantasia de Pombo? Mas e você? Jogo Fall Guys? Caiu? Levantou? Quer jogar? Cola nos comentários pra continuar o papo! Um abraço e até a próxima
