Capitã Marvel – Um super 08 de Março!

Capitã Marvel – Um super 08 de Março!

Um brother chegou no grupo agitando todo mundo pra gente ver Capitã Marvel (Captain Marvel, 2019) no cinema, acho que era empolgação pós-carnaval. No final das contas, foi uma galera MUITO grande. Chegou amigo que a gente não sabia se ia, amigo que a gente nem esperava encontrar. Logo no comecinho do filme, alguém gritou “silêncio, por favor!”. Minha senhora… cê não tá ligada o TANTO de barulho que a gente podia fazer e você escapou. Se você tava na sessão de 20:00 no Salvador Shopping nessa sexta, saiba que poderia ser muito pior.

Poster oficial

SINOPSE

Vers (Brie Larson) é uma soldada do exército Kree, que possui poderes especiais dados pela Inteligência Suprema (Annette Bening). Em missão para resgatar um espião infiltrado, acaba sequestrada pelo exército Skrull, e em fuga, para no planeta c-53: a Terra.

Ei, você ai… Desliga o celular, no cinema arrombado

COMENTÁRIOS

Acho que já ficou claro nos meus textos anteriores, eu não sou um leitor de quadrinhos de heróis. Conheço histórias, já li várias, mas me falta muito conteúdo.

Capitã Marvel é uma das que eu não conheço. Meu único contato com ela é com o falecido Marvel Avengers Alliance (#sdds), era o meu personagem mais forte. Mas é só. Cheguei no filme cru.

Com isso eu quero dizer que, por falta desse background, eu tenho apenas o filme para avaliar. E… eu achei Capitã Marvel mediano. É muito divertido, a personagem é ótima, foi lindo ver o Nick Fury (Samuel L. Jackson) mais novo (e os anos 90) mas a narrativa é bem simples, começo-meio-fim, os efeitos são bonitos mas não são impressionantes… enfim. É um filme básico de heróis. Não quer dizer que é ruim (tenho sempre que falar isso), mas também não é impressionante.

Mas tem muitas coisas boas. Vamos a elas

Yon Rogg (Jude Law) e Vers (Brie Larson) no meio de uma sala, de mãos dadas, como se fossem fazer uma quebra de braço.
“É nois, brother”

FILME DE QUADRINHOS

Nos anos 90, tínhamos os filmes de quadrinhos que era tão fantasiosos que chegavam a ser caricatos. Já com o Nolan em 2005 começa uma onda de filmes colocando personagens de quadrinhos no mundo real, de forma mais sombria. Capitã Marvel fica no meio termo, ousando em… transpor quadrinhos pra tela. Tcharaaam. Não é o primeiro a fazer isso, mas traz direitinho o sentimento de ler uma HQ. É uma sensação muito boa.

Vers (Brie Larson) e e Fury (Samuel L. Jackson) saindo de um elevador. Ela estácom camiseta de flanela, jaqueta e boné. Ele de casaco marrom
Grunge = 1995

DÉCADA DE 90

Que período, né, meus amigos? Quem viveu viveu… e que bom que foi embora, meu Jesus. Brasil nessa época foi uma maluquice: inflação, é o tchan, programa do Gugu, Supermarket, Windows 95, telefone de ficha… por outro lado, só de pensar que quem nasceu em 2001 completa 18 esse ano, dá nervoso. Como assim nasceu gente depois de 1996?

Enfim, divago.

O filme se passa em 1995, e mesmo daqui do Brasil, da pra pegar MUITA referência. Blockbuster, Windows 95, bip/pager, Alta Vista. Tinha coisa que você nem sabia que tinha saudades e aparece em Capitã Marvel. Músicas do No Doubt, Nirvana e por aí vai. Que tempo bom…

Bom que passou. Mas foi ótimo ver em tela.

Rombeau (Lashana Lynch) no cockpit de seu avião militar
Agora que eu reparei. Photon. Que apelido foda.

REPRESENTAÇÃO

Tô ligado que a parte que vocês mais gostam é a problematização, hein? Hein?

Ah, não? Poxa…

Bom, vamos assim mesmo.

Uma coisa que eu notei, mas de forma inconsistente, e foi bem dito pela minha companheira (a participante emérita desse site) é como a representação da Capitã como personagem feminina é boa.

Ela é forte por ter superpoderes, mas tem uma postura moral que vem de antes, e é de onde vem sua verdadeira força. Ela não tem pares românticos no filme, pois ele não é sobre isso. As relações de amizade e de antagonia são honestas, não acontecem só por ela “ser mulher”. Inclusive, a amizade com a Maria Rombeau (Lashana Lynch) é linda de se ver, muito pura e honesta (e com sua filha também). A forma que o filme mostra que ela a vida inteira foi inferiorizada por ser mulher, e toda vida combateu a situação e levantou, e mais, que não levava desaforo “de macho” pra casa (antes e depois dos poderes) são inspiradoras. E não digo por/para mim, mas para as mulheres que eu vi a reação na sessão, minha companheira, e minhas amigas que foram comigo.

Sem contar que a Disney / Marvel teve muito a manha de lançar o filme no dia 08/03.

Um Skrull apontando uma arma para alguém fora do enquadramento
Abaixa que é tiro!

CONCLUSÃO

Capitã Marvel é um filme que serve mais como apêndice, mais como uma forma de explicar uma personagem posta no MCU de forma a não gerar confusões, do que um grande avanço na narrativa do universo. Fora isso, sua própria narrativa é bem simples e não impressiona.

Porém, é uma boa experiência estética, com uma protagonista que atende bem aos padrões atuais, e mesmo que simples, sua narrativa é bem construída e executada.

Vale a pena ver, mas não diria que precisa ter pressa. Vai no seu tempo. Mas se for, duvido que se arrependa.

Abraços, até a próxima!

Faz um milagre, enfim… Aconteceeeeer

MOMENTO PODE SPOILER (P.S.)

Bem curtinho.

Primeiro que a Carol é super forte, mas não mata ninguém. Falando com um amigo, ele me disse que ela tem o poder de controlar o quão forte seu jato de força é. Mas o momento em que ela mais usa seus poderes é bem quando ela está livre das amarras da Inteligência Suprema, ou seja, não tem controle exato deles (e isso fica claro no filme). É meio estranho, mas beleza.

A outra é que como todo bom filme da Marvel, esse tem duas cenas pós-créditos, a primeira é relevante a segunda é só engraçada. Fique por sua conta e risco.

Imagem de Goose, o gato. ele está sentado e olhando para cima, tem pelagem marrom com alaranjado, pelo curto, e orelhas pontudas em riste
OOOOOHHHHHH….!!!

Falando de algum lugar no universo - Fernando Medeiros

Graduado em Ciência da Computação, pai de dois cachorros, sommelier de memes. Criador do (então) falecido Cinenerd.

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