Sobrevivi ao meu primeiro romance de época!
De vez em quando a gente sempre se depara com a famigerada discussão de preconceito literário e apesar de na maioria das vezes, a maioria dos leitores levantarem bandeiras de “respeito todos os gêneros” a gente torce a boca pra uma meia dúzia de livros que nos recusamos a chegar perto. Romance de Época era um dos gêneros que eu queria distância e bem, aqui estou, depois de ter batido a cara na parede e me rendido a esse tão criticado gênero literário.
Como primeira experiência de romance de época tenho que assumir que O Duque e Eu superou minhas expectativas – que eram inexistentes, então acredito que por isso me surpreendi tanto. Vejam só, não é que não leia romances, eu leio, mas aqueles sem um toque a mais como fantasia, suspense ou outro gênero para dar uma incrementada não me atraiam de jeito nenhum. Então por isso sempre fugi dos romances de época.
Esse ano decidi ser mais flexível com minhas leituras, para aproveitar mais e porque é sempre certo que vou ao menos me divertir com a história, mesmo ela não sendo surpreendente e épica. Foi o que aconteceu aqui.
O Duque e Eu (posso até ter simpatizado com o gênero, mas esses títulos são sempre horríveis) é o primeiro livro de uma série chamada Os Bridgertons que conta a história de uma família composta por uma matriarca (maravilhosa) e oito filhos e filhas, estando metade deles “aptos” a se casar. Nesse primeiro volume, conhecemos Simon Basset e Daphne Bridgerton que se unem em um plano para evitar as mães casamenteiras, mas é claro, quem iria imaginar que os dois poderiam se apaixonar?
Como foi minha experiência de fato com O Duque e Eu?
Me diverti em boa parte do livro com o casal, foi uma leitura rápida e uma experiência tranquila, ótima para matar o tempo e intercalar com outros gêneros mais densos. O Duque e Eu tem muitos clichês românticos, muitos mesmo, mas a autora Julia Quinn se esforça para trazer novidades e coisas diferentes, como por exemplo a série retratar como pano de fundo uma família grandiosa cheia de irmãos e irmãs que tem a mãe como farol para suas problemáticas e também a coluna de fofocas de época que é ótima e me fez rir muito!.
“Dizer que os homens podem ser teimosos como mulas seria um insulto às mulas”.Crônicas da sociedade de Lady Whistledown, 4 de junho de 1813
O que aprendi com essa leitura é que não importa o gênero, autores excelentes sempre vão ser criativos e tentar nos surpreender, nesse caso a Julia Quinn ganhou minha admiração por driblar o maior problema dos romances de época: a época.
Um ponto para a Julia Quinn
Esse é o x da questão, o que me fez ficar longe desses livros, saber que todos são retratados em uma época extremamente machista e patriarcal, onde as mulheres desde novas eram instruídas a se portarem com perfeição para arranjarem um marido. Mas aí em meio a essa problemática a autora cria mulheres que não estão dispostas a se sujeitar e homens que admitem a estupidez de seus pensamentos retrógrados.
Acho que posso respirar aliviada e dizer que meu primeiro romance de época não foi traumatizante como eu esperava (hahahaa) eu até continuei a série e os maiores problemas que encontrei nesse primeiro volume foram trabalhos aos poucos e as histórias dessa família enorme foram ficando cada vez melhores!
Em breve trago minha opinião sobre essas continuações, até lá, vou deixar vocês me julgares (ou não ♥) por me render aos romances de época!