Como eu pude quase perder esse filme? Sempre respondam seus emails em dia, crianças. O filme de hoje foi Bohemian Rhapsody.
SINOPSE
Em mais um filme baseado em fatos reais, vemos a história da lendária banda Queen, e principalmente do seu integrante mais brilhante, Freddie Mercury.

LENDA X REALIDADE
Quando a lenda é maior que a pessoa, é normal que se perca a referência de quem ele realmente é (ou era). Mais histórias vão se somando, e o humano se perde cada vez mais. O que me atrai nessas cine-biografias é, justamente poder reler e se religar a essas figuras.
Claro que, algumas vezes você pode descobrir que tudo o que já ouviu era verdade. Isso é incrível por si só.
Bohemian Rhapsody nos mostra isso. Não só que a figura do Freddie Mercury, em grande parte, corresponde ao conhecimento popular. Mas vai além, nos dando outras facetas, não tão conhecidas do público comum. Sua relação com os pais, a origem de sua família. Sua ligação com Mary, “love of my life”. O momento em que se junta à Smile, e sua conversão para Queen.
O filme (pode ser um defeito, mas por outro lado é o propósito) se foca no Freddie. Portanto, muitas vezes o Queen, e seus integrantes, são ofuscados. Por outro lado, é inegável que ele É a figura mais importante da banda, quiçá uma das mais importantes da música em seu período de atividade.

COMPROMISSO
O filme impressiona principalmente pela atuação de Rami Malek. Nas cenas de palco, o homem incorpora o Freddie, literalmente dando um show. É de impressionar. Fora que, se estão usando playback e fingindo tocar os instrumentos, parabéns eterno a todos os 4 atores, Ben Hardy (no papel de Roger Taylor), Joseph Mazzello (no papel de John Deacon) e Gwilym Lee (no papel de Brian May). Fora, óbvio, o próprio Malek.

HISTÓRIA
Já falei antes, o que eu adoro em biografias em forma de filmes é poder ver a história do período pelo cenário, pelas cenas. O filme já começa nos anos 70, então vemos a cena inglesa do rock e do punk crescendo, junto com uma maior liberação sexual, e o maior uso de drogas. Vemos também a evolução das televisões, dos espetáculos, e da forma de consumir e produzir música. Vemos os shows expandirem não só pelo Queen estar crescendo, mas por uma evolução de público, também.
E nesse sentido, com o Freddie se liberando cada vez mais sexualmente, chegamos ao fato que irá vitimá-lo em 1991: contrair o vírus da AIDS. E acompanhamos isso em Bohemian Rhapsody também.
Cabe um aviso aqui, ainda mais nesse período maluco de recrudescimento e estímulo à ignorância: O HIV NÃO É transmitido apenas em relações homossexuais, AIDS NÃO É uma doença de gays. Qualquer pessoa está sujeita, então conheça seus parceiros e parceiras, e principalmente, se previnam. Mesmo que o tratamento tenha evoluído nestes últimos 40 anos, não é o tipo de doença que você vai querer ter.

SE NADA DISSO TE CONVENCEU,
Por favor vejam o filme de qualquer forma. Os últimos 20 minutos são uma das coisas mais maravilhosas que já vi num filme. Quem é fã vai ficar maluco. Tá liberado cantar junto (mas se reclamarem, faça silêncio).
Abraços a todos, encontro vocês no próximo texto. Até!

MINI-CAST
Rolou hoje, também. Com direito a falta de memória e fungada de nariz. Clique aqui pra ouvir. Falouwriz!
