Quando eu vi que o título do filme era Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro (2018), eu fiquei muito animado. Filme de terror trash, atual, e com mitologia brasileira! Até que eu vi que o filme era com… é… ele mesmo…
SINOPSE
Três Youtubers ganham (ou tentam ganhar) a vida caçando fantasmas e publicando seus feitos na internet. Parecia que iam ganhar uma bolada quando foram chamados para investigar a Loira do Banheiro. Mas… nem sempre fantasmas estão afim de colaborar.
VIÉS
Todo espectador tem vieses, e eu não sou diferente. Inclusive sempre comento os meus aqui. E esse filme tem um viés que, para mim, é muito positivo: é um filme de terror trash com muito gore. O outro já ficou claro na introdução e no pôster do filme. Vamos começar pelo positivo
TRASH ++
Existe toda uma linha de filmes de terror baseada em roteiros e efeitos de baixo orçamento, e não necessariamente por uma questão financeira. No passado, de fato, e até hoje em alguns casos, a necessidade é monetária. Mas com o passar do tempo, se tornou uma estética própria. E isso não é ruim, pelo contrário. Costumam ser filmes muito divertidos, se você se permite o desapego de não ver em tela efeitos fidedignos, ou diálogos extremamente elaborados. A ideia é causar medo com pouco e, se não conseguir, pelo menos tirar umas risadas no processo.
E nesse quesito, esse é um filme muito bom. De verdade. Acho que já ficou claro, não precisaria dizer, mas vou me prevenir: bom PARA QUEM já gosta do estilo. Se você não gosta, é um filme tão ruim quanto todos os outros. Mas Exterminadores do Além dosa bem o terror, o gore, e o humor. E os efeitos especiais, mesmo atendendo aos quesitos que já falei em cima, são surpreendentemente bons. Ou seja, quando são bons são BONS, quando são ruins são péssimos, o que é legal.
Fora que em diversos momentos, as piadas e as sátiras são muito bem acertadas. Mas em outros…
D.G.
Bom, então. A parte dois. Se você acompanha as internetes desde pelo menos 2012, sabe que uma nova geração de humoristas começou a ganhar palco e audiência. E que, de 2013 pra cá, uma boa parcela dela começou (?) a defender uma série de valores bem… esquisitos. E enfim, esse filme é estrelado, argumentado, e em parte roteirizado pelo maior deles. E poderia ficar tudo bem, estilo “calado é um poeta”, sabe? Uma pessoa que, na arte é bom, mas na vida é horrível.
Não é o caso dele. Ele se esforça pra ser horrível sempre. Mesmo quando tá tudo indo legal. Como disse uma companheira de blog, “tenho tanta raiva que esse maldito participa de coisas potencialmente boas e que ele entrevista pessoas relevantes. Quero que a carreira dele se enterre”. Bem por aí. Inclusive, tenho certeza que ofender ele desse jeito seria tomado como elogio.
E em Exterminadores do Além, ele não deixou de ser ele nem um pouquinho. É claro que não é o tempo todo, você vai ver cenas bem legais. PORÉM, tem cena sexista, muito comentário machista, racismo velado, sexualização pra caramba, e desrespeito a lutas sociais. Às vezes tudo junto.
Fora piadas/cenas que são só puro mal gosto. Que conste, a cena do Feto, e a cena do Cocô. Facepalm garantido.
Piadas mais de nervoso do que pelo humor da cena, também.
CONCLUSÃO.
Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro tinha tudo pra ser um ótimo filme de terror gore trash. E de certa forma é bom, sim, inegável. Mas é o tempo inteiro estragado pela necessidade de se mostrar feito por pessoas horríveis. E mais do que meu ranço (e pode crer, tenho muito), eles efetivamente detonam um filme que poderia ser muito divertido. Não recomendamos.
Mas se quiser ir ver, quem somos nós? “Jogue duro”.
MINI-CAST
Rolou! Pode ouvir clicando aqui.




