Não sei se vocês sabem, mas o Playstation 5 já está aí! Cada vez mais, os jogos investem em histórias com tramas complicadas e inúmeros personagens. Alguns parecem mais uma série de televisão do que jogos em si. Com gráficos ultrarrealistas, movimentos de câmera e enquadramentos que causariam inveja até no Brian DePalma. No meio disso tudo, encontra-se Mini-metro, um jogo sobre transporte público.
Com finais cada vez mais mirabolantes e cativantes, é meio difícil imaginar que há algumas décadas muitos jogos eletrônicos tinham gráficos tão simples e sequer tinham final, durando eternamente. Em meio a tantos jogos sofisticados atualmente, porque um sobre transporte público com gráficos tão simples e sem final deveria despertar alguma atenção?
Diversão sobre transporte público
Mini-metro é um jogo cujo tema são linhas de metrô. Não tem nenhuma história. Não é um simulador, mas um jogo de construção. À medida que as estações vão surgindo, o jogador deve criar linhas para conectá-las. Aparentemente, muito simples não? Mas as coisas podem ficar um pouco complicadas.
Mini-metro possui um estilo extremamente minimalista, com as estações representadas por formas geométricas, assim como também os trens, os vagões, as pontes e túneis. Praticamente não há nenhum texto, o que facilita o entendimento para crianças pequenas por exemplo.

Caos urbano
Mini-metro conta com mapas de metrô de várias cidades ao redor do mundo. Do Brasil, temos a cidade de São Paulo. Os mapas têm informações visuais bem simples que fazem uma referência bem sutil às cidades, como por exemplo, uma linha azul que parece representar o rio Tietê em São Paulo.

As primeiras estações são sempre em forma de círculo, quadrado e triângulo. Logo vão aparecendo “formas especiais”, como estrela, losango, entre outros. No início parece bem fácil, mas à medida que o jogo vai passando, a dificuldade vai aumentando. Muitas estações vão se repetindo, o que dificulta o fluxo dos passageiros. Os trens e os vagões apenas são liberados a cada semana (rodada), assim como túneis e pontes.

De repente as estações começam a ficar lotadas e a mente do jogador começa a ficar desesperada procurando soluções rápidas para acabar com o caos urbano que começa a se formar na malha metroviária.
A importância do transporte público
Apesar da simplicidade, Mini-metro, é interessante pensar em como ele pode refletir de forma interessante a vida real de quem depende de transporte público nas grandes cidades ao redor do mundo. Eventualmente, muitas cidades brasileiras têm um problema crônico em relação a transportes. Seja com demoras ou lotação. Enfim, dois fatores que farão você perder no jogo.

Muitas pessoas vivem distante de seus trabalhos e precisam atravessar uma longa jornada de metrô, ônibus ou trem para chegar ao destino. Ocorre que estas viagens, além de serem longas, são extremamente cansativas e desmotivadoras, pois é muito comum ter que ficar muito tempo em pé em um espaço muito lotado, além de enfrentar muitos engarrafamentos (no caso de ônibus), falta de educação, má qualidade de transporte e até falta de segurança. Desse modo não tem como chegar animado e motivado no trabalho. Pode-se pensar inclusive também em quem se locomove para estudar.
Sobre transporte público e qualidade de vida
A qualidade de vida das pessoas depende de diversos fatores, entre eles a mobilidade urbana. Fatores como estresse, custo e tempo que se gasta se locomovendo na cidade compromete diretamente a saúde dos cidadãos. Como muitas cidades no Brasil têm péssimo sistema de transporte, muitas pessoas acabam optando pelo transporte particular, causando mais trânsito e piorando a mobilidade urbana. Assim, temos um ciclo vicioso.
Além disso, pouco se faz para incentivar transportes alternativos e sustentáveis, como uso de bicicletas, teleféricos ou carros elétricos (embora sua produção polua na fabricação de baterias por exemplo). Assim também pode-se pensar na manutenção de calçadas que permitam que as pessoas se locomovam a pé de forma segura. Existem estudos que apontam que se os transportes públicos fossem mais eficientes, o Brasil teria um ganho no PIB de R$ 200 bilhões em um ano!
Modos de jogo
Voltando ao Mini-metro. Há diferentes modos de jogo. O clássico, onde o jogador tem que tentar manter uma rede metroviária pelo máximo tempo que conseguir até que uma estação atinja sua capacidade máxima e o jogo acabe. Assim como há também o modo infinito onde as estações nunca lotam, o modo criativo onde o jogador cria livremente as linhas e o modo extremo, onde as estações e linhas não podem ser alteradas depois de fixadas. Além disso, há também desafios pertinentes a cada cidade e desafios diários com rankings mundiais.

O jogo está disponível para as seguintes plataformas: Windows, Linux, Android, iOS, Nintendo Switch e Playstation 4. Garanto que se você começar a gostar, vai viciar e não vai querer parar de jogar. Será que você se tornará um ótimo secretário de transportes? Que tal se candidatar ao cargo na sua cidade?
Maravilhoso!! Eu adoro jogos de estratégia, então com certeza vou conferir Mini-Metro. A ideia de repensar mobilidade urbana dá um tempeiro gostoso e já dá mais vontade de jogar.
Depois fala o que achou. Também gosto muito desses jogos de estratégia de administrar ou montar algo. Tinha um que eu curtia muito chamado Theme Hospital. Se você curtir também a pegada minimalista do Mini-metro, recomendo que você procure um chamado "Thomas was alone". Também é bem bacana.