Final Fantasy 7 Remake: (Re)fazer um jogo

Final Fantasy 7 Remake: (Re)fazer um jogo

Esperado a mais de duas décadas, o Remake de Final Fantasy 7 finalmente chegou, surpreendendo de diversas maneiras, de formas esperadas por alguns, mas de outras, dividindo opiniões. Vamos lá então?

Origens

O jogo original foi lançado em 1997. Se tratava de um JRPG, com jogabilidade por turnos. Foi revolucionário devido ao seu escopo absurdo, backgrounds extremamente detalhados pra época, além do fato de ter sido a introdução de muitos do ocidente ao gênero.

Cloud conversando durante a noite no Setor 7
os modelos dos personagens principais são MUITO detalhados!

Minha relação com FF7 sempre foi tangencial. Nunca realmente tinha jogado muito, absorvi partes da história simplesmente devido ao quão icônico foi e continua sendo, além de consumir alguns de seus materiais spin off’s, como o filme animado Advent Children. Aliás, isso se repete com a série como um todo. geralmente passo longe de JRPG’s, como é o comum da série. único que realmente joguei até o fim foi o 15, que tem um combate em tempo real. 

Portanto, poderia dizer que minhas expectativas eram medianas, ou até zero, para o Remake. Não tinha uma imagem formada na cabeça do que poderia ou deveria ser o jogo, e mergulhei de mente aberta. Isso dito, uma pulga atrás da orelha era o fato de que o remake pegou uma parte que no jogo original durava entre 2 e 5 horas, e esticou para até 40h.

Aerith soltando uma magia enquanto luta contra um dos chefes do jogo
cristo, como Remake é insanamente bonito!

Felizmente, esse medo foi infundado (em parte), e experienciei aqui um dos melhores jogos da geração, mesmo com alguns pequenos percalços, e minha expectativas para as sequências não podiam ser maiores.

Louros e mais louros

Como dito acima, nunca realmente joguei original, então não posso argumentar num sentido de comparação, mas posso afirmar que pelo menos no que se pode dizer da história, ela não parece em momento nenhum ser esticada ou inflada. Você sente como se essas 40h fossem o tamanho natural do jogo. Os personagens como Cloud, Tifa e Aerith e Barret são extremamente bem atuados e realizados, e quero protegê-los com todas as minhas forças.

Jessie conversando no bar da Tifa
jessie é possivelmente a personagem que mais vai arrancar risadas do jogadores

O mesmo pode ser dito dos personagens secundários. Do que pude pesquisar depois, personagens como Biggs, Wedge e Jessie ganharam aqui muito mais desenvolvimento, que foram muito bem vindos.

O único ponto, quando se discute de esticar artificialmente o jogo que concordo 100%, seriam as side quests. Nenhuma é realmente obrigatória, mas é perceptível a queda de qualidade, sejam pelos modelos dos personagens, ou pelo design delas como um todo. Acabei fazendo todas devido a dois fatores, onde um deles é a forma que eles se entrelaçam e tornam o mundo mais vivo, e outro que discuto agora: A jogabilidade.

Um deleite de jogar

Final Fantasy 7 Remake tem possivelmente uma das, senão a melhor jogabilidade do seu gênero. Combina muito bem combates já visto em jogos anteriores da série, como o sistema de batalha de tempo ativo (ATB) mais rápido de 13, e o combate em tempo real de 15, esse último extremamente mais polido aqui.

Dessa forma, o combate, mesmo com seus problemas de câmera, que poderia ficar um pouco mais longe dos personagens, ou um discutível uso demasiado de partículas que podem acabar poluindo a tela, é extremamente divertido e viciante. Por isso fiz todas a sidequests. Não me cansava de fazer tudo, de experienciar Midgar e todos os seus cantos.

Barret mirando sua arma para um inimigo
Barret homão da porra!

Pelo mesmo motivo peguei o nível mais alto de todas as armas. Ao se utilizar-se delas ao máximo, dão ao personagem a habilidade até então exclusiva delas, abrindo ainda mais o leque de opções em batalhas.

Antes que eu esqueça, é obrigação minha elogiar a trilha sonora. O jogo não só tem as melhores reinvenções de temas famosos da série, como apresenta 30 remixes em gêneros completamente inesperados. Eu necessito do quanto antes dessa trilha sonora nas minhas mãos.

Por fim, o jogo já merece diversos elogios pela coragem que toma com o conceito do que é fazer um remake de um jogo. É algo que trará várias discussões até o lançamento da sua sequência. Pessoalmente, mal posso esperar pela próxima vez que veremos a patota do Cloud dando as caras.   

Falando de algum lugar no universo - Diogo Freire

Amante de games e cinema. Não venha falar mal de Drive e/ou Ryan Gosling comigo!

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