10 anos de MCU

10 anos de MCU

Fui convidado essa semana a participar de um podcast de amigos (assim que ele for publicado ponho nome e link aqui), para falar dos 10 anos de MCU (Marvel Cinematic Universe – Universo Cinematográfico da Marvel).

(Nota: tivemos um problema em que o site saiu do ar por um período. Então, se o plano era que esse texto saísse antes do cast, agora estamos obviamente atrasados. De qualquer forma participei do Podcast Elementar, que você pode acessar clicando aqui).

CLARO que eu divulguei o Maratona lá. E na real, falar tanto sobre os filmes me deu vontade de escrever a respeito. Só que é muita coisa. 10 anos, 18 filmes lançados, a gravação lá ficou imensa. E eu não tenho tempo pra escrever sobre tanto filme. Então…

Vai funcionar assim: cada filme vai receber um parágrafo. Qual o tamanho de cada parágrafo? Eu determino. O que eu vou falar sobre cada filme? Eu determino. Isso aqui nunca foi uma democracia. 

Antes de começar, pequeno resumo: O MCU é o conjunto de filmes lançados pelo Marvel Studios, que trazem um conceito novo de ser uma franquia de franquias. Ou seja, são vários filmes de heróis com seu próprio desdobramento. Mas todos eles, em conjunto, montam um universo, que costuma se reunir em filmes específicos.

Acho que tá bom de enrolação já. Vamos começar.

FASE 1

Homem de Ferro (2008)

O primeiro de todos. Muito bom. Jamais me esquecerei de sair do cinema, com meu amigo Raoni, bradando “ele é meu herói favorito!”, sendo que nunca tinha visto nada do Homem de Ferro. O filme é muito divertido, e um ótimo filme de ação. Ele  cria um modelo que a maioria dos filmes iniciais subsequentes acabam copiando, uma adaptação da jornada do herói aplicada a super-heróis. Introduz um dos maiores personagens do MCU, e um dos mais legais também (vamos ser honestos). É um excelente filme da Marvel.

 

 O Incrível Hulk (2008)

Não vi. Não sinto vontade. Nunca fez falta. Mas já aluguei pra ver um dia desses.

 

Homem de Ferro 2 (2010)

Se o primeiro é bom, Deus me livre esse segundo. Pra mim é o pior dos três Iron Man. A melhor parte talvez seja o bom humor, porque fora isso acho o filme bem fraco. Mas valeria a pena rever para confirmar minha opinião.

Thor (2011)

Os filmes do Thor costumam ser fracos, então não vou bater em cachorro morto. Até porque eu costumo gostar deles. Mas, de todos os Thor, esse é o pior mesmo. Se você se pergunta o que a Natalie Portman tá fazendo aqui, você está no caminho certo. Por outro lado, como todo filme introdutório, é muito bom para nos mostrar as capacidades do Thor. Apesar de que, convenhamos, isso vai ficar mais claro mesmo em Vingadores.

Capitão América: O Primeiro Vingador (2011)

Outro filme de introdução ruim. O Chris Evans melhorou muito de lá pra cá, mas naquela época, Deus benza, o menino era bem ruim. Também traz uma marca registrada do MCU: bom ator desperdiçado + vilão irrelevante.

Os Vingadores (2012)

PUTAQUEPARIU QUE FILME FODA!, foi minha reação e a dos amigos quando saímos do cinema. E era mesmo! Hoje em dia, vendo um pouco em perspectiva, tem um enredo um pouco fraco, e alguns erros meio chatos. Mas não tira o brilho. É o melhor filme da primeira fase com méritos. Quando estiver sem ter o que fazer com a galerë em casa, é uma ótima pedida.

Fase 2

Homem de Ferro 3 (2013)

Olha, eu não tenho referência dos quadrinhos. Então eu sai desse filme gostando muito. Inclusive, coisas que os fãs odiaram, como o Mandarim falso, ou o garotinho companheiro (que frase estranha…) me divertiram muito. Independente dessa expectativa dos fãs, ainda tem alguns erros sim. O vilão final e o seu plano, por exemplo. E a forma como o Tony Stark lida com seus problemas tanto no começo quanto no final do filme. Mas ainda preciso reassistir, minha opinião sobre esse filme oscila. Já foi de adorar, já foi de odiar, agora tá “eu não lembro bem o bastante”.

Thor: O Mundo Sombrio (2013)

Thor é marcado por filmes fracos, é esse não é exceção. Não quer dizer que seja ruim. Acho esse bem melhor que o primeiro. Mas ainda deixa muito a desejar. Porém, traz um humor que talvez não caiba tão bem nesse filme, mas que vai ser bem explorado no futuro. É também a última aparição da Natalie Portman, o que nos dá um pouco de alívio. O que ela tava fazendo aqui, desde o começo?

Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)

Se o primeiro era um cocô, esse aqui vem pra lavar a alma. Não é só um filme divertido de herói, é também um filme de espionagem à la Bourne muito bem feito. A direção é caprichada, os diálogos não são forçados, e as coreografias são incríveis. E como já disse, Chris Evans vai melhorando com o tempo, nesse filme já mostra bons sinais disso (mas ainda nesse ponto, vejam filmes dele fora da Marvel, como Snowpiercer). Ainda na lista dos melhores do estúdio.

Guardiões da Galáxia (2014)

Que bela surpresa! São poucos os que podem dizer que já conheciam Guardiões da Galáxia antes desse filme, e muitos os que se tornaram fãs imediatos ao assistir. É um filme muito engraçado, e que te leva a partes cósmicas da Marvel (ainda não exploradas até aqui). Também traz personagens icônicos, tão desconhecidos quanto o próprio título. Sem contar, é claro, a aclamada trilha sonora (não tô falando da trilha orquestrada incidental. Essa é qualquer nota. Tô falando das mixtapes).

Vingadores: Era de Ultron (2015)

Tecnicamente o fechamento desse ciclo (mas vem o pequeno ainda), e é um filme que sofre muito com algo que eu sempre bato na tecla: trailers. Gente. NÃO. VEJAM. TRAILERS. Eles só atrapalham, e no caso desse, deram uma perspectiva que o filme não cumpre. Porque não é o que ele faria de qualquer forma. Aí gerou uma expectativa X, e quando o filme entregou Y, deu merda. Eu gosto MUITO desse Vingadores, mais do que do primeiro, e o acho mais interessante e profundo do que o antecessor. Fora que a qualidade técnica, na minha opinião não caiu. Muita gente disse também, que virou “um filme do Gavião”. Eu vejo diferente. Ele era o personagem mais mal explorado de todos, nada mais justo que ganhar espaço. Ainda gosto mais dele que do primeiro dos Vingadores.

Homem-Formiga (2015)

Eu ouvi outro dia num cast, não lembro em qual (acho que no MDM) que Homem-Formiga é um filme com coração. E eu concordo. É um filme bem simples, e com menos pretensões para ser parte do MCU que os outros (apesar de óbvias conexões, como a participação do Falcão). Inclusive, ouso dizer que é um filme esquecível. Mas, enquanto se assiste, ah, que filme divertido! Não só por ser muito engraçado (o que ele é), como por te conectar com o protagonista, e pelos problemas que ele passa na vida pessoal. Na gravação do cast (que citei no topo) o Lucas, um dos participantes, citou também a proximidade que ele sentiu pelo Scott Lang se sacrificar tanto pela filha, o que ele, como pai, compreendia bastante. É um filme para se curtir enquanto assiste, e se contentar com isso. E pra entender que a física é só uma questão de necessidade.

Fase 3

Capitão América: Guerra Civil (2016)

Eu prefiro chamar de Vingadores 2.5, ou de Mini-Vingadores. Porque é o que ele é, uma reunião de vários dos heróis desse universo. Por mais que a história seja focada no Capitão e no seu bromance, o Soldado Invernal. Já ouvi de vários conhecedores de quadrinhos que eles preferem o plot do filme que o da saga impressa, apesar de o nome dar uma idéia mais grandiosa do que o filme entrega. Não vou julgar, mas eu concordo em partes. O acidente que leva a regularização eu acho bacana. A necessidade de resgate e redenção do Barnes eu acho um saco. Mas é um filme massa. Pra mim é o segundo melhor Capitão América, e o terceiro melhor (até então) Vingadores.

Doutor Estranho (2016)

Ou “Homem de Ferro Com Magia”. Depois de tanto tempo, todo mundo meio que já pegou a fórmula de introdução de personagens feita pela Marvel. E esse aqui capricha em se manter fiel a ela. O que não torna o filme ruim. Só mais do mesmo, a nível de estrutura. Porém, nos dá outro aspecto do MCU, que é a parte mágica (e mais um pouco do lado cósmico). Também é o filme com efeitos visuais mais bonitos (e impressionantes) até hoje, que consigo me lembrar. Sem contar que o protagonista é interpretado por um ator que eu gosto muito, Benedict Cumberbatch (apesar de que sim, gostaria de ver ele fazendo outros personagens, que não Sherlock, em todo filme). É um dos poucos que vale a pena ver em 3D. Mas também é meio esquecível. Ou melhor, os elementos “finais” que ele apresenta são marcantes o bastante pra não cair nesse destino. Mas você vai lembrar mais do ator, dos efeitos, ou da “piada da Beyoncé” que do enredo em si.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)

Quando vimos o primeiro Guardiões, todo mundo ficou muito empolgado (a não ser que você seja muito chato. Aí você não se empolgou e foi pra terra das pessoas chatas). Mas algumas pessoas de visão pensaram: esse filme foi tão único, que numa continuação (e haveria continuação, óbvio) tentariam imitar e falhariam. Dito e feito, foi o que aconteceu. Na trilha que era tão incrível no primeiro, tentaram repetir a dose e não foi tão legal. As piadas que tinham timing perfeito no primeiro, aqui estão mais forçadas. O vilão talvez tenha sido melhor aqui do que lá, mas até mesmo a execução dos protagonistas nesse é pior que no anterior. Mas enfim, eu sou um apaziguador, e vou me manter assim. Ainda é um filme muito legal. Mas o bônus do primeiro se tornou o ônus desse: ele não é mais original.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)

Olha, os primeiros dois filmes com o Tobey Maguire eram legais, mas nunca gostei do ator. Na segunda leitura do Aranha pro cinema, eu gostava muito do Andrew Garfield (acho que poucos gostam também). Gostei bastante do primeiro filme (o segundo é bem ruim). Agora em Homecoming, o primeiro com participação Marvel, é talvez o menos significativo, pra mim. Mas também um dos mais divertidos. Ele abaixa um pouco as responsabilidades em cima do herói, deixando ele não só mais humano, como mais infantil também. O que não é uma coisa ruim, só diferente. O ator, Tom Holland, executa esse novo ponto de vista maravilhosamente bem. E são feitas algumas releituras sobre o personagem e seu universo que são, ao mesmo tempo, bruscas e bem feitas (como o traje inteligente, por exemplo). Está na categoria de filmes esquecíveis mas divertidos, no que eu classificaria como uma “boa sessão da tarde”. Isso não é uma ofensa, pelo contrário. Filmes da sessão da tarde dão (ou davam, na época) uma sensação muito boa ao assistir, quase confortável. Mas não vou, nunca, dizer que é um GRANDE filme. Não é.

Thor: Ragnarok (2017)

Esse é polêmico. E é bem fácil de explicar: Thor é um dos personagens mais poderosos do MCU, e tem uma profundidade muito interessante nos quadrinhos. Nos filmes, ele era muito divertido, mas difícil de dar profundidade (acho que mais por incompetência do que por limitações de personagem). Fora que ele acabava sendo muito engraçado, e o Hemsworth era muito bom nisso. Fora que Tom Hiddleston, que interpreta seu adversário/irmão Loki, é um excelente ator, e ótimo pra comédia. Para mim, foi uma conversão natural que esse núcleo deixasse de tentar ser sério, e fosse total pro lado da comédia. E eu ADOREI isso, de verdade. O diretor e os roteiristas mandaram muito bem, e os atores entregam esse humor, o que torna o filme muito bom. Dos Thor, é meu preferido. Mas isso, por outro lado traz problemas. O filme tem uma camada interessante e séria, por trás. Thor perde Mjolnir. Odin é desmascarado, e morre. Thor aceita o caos que é seu irmão. Banner está há anos na forma de Hulk e isso corrompeu sua mente. Asgard foi destruída. E às vezes a gente não consegue perceber a seriedade disso por estar se divertindo com o Banner caindo estatelado na Ponte Arco-íris, ou por o Thor conseguir fazer travessuras com seu irmão, pra variar. Cabe notar que a fórmula ator incrível + vilão descartável se repete aqui, mas a Cate Blanchett manda bem demais (só o CG dela que é ruim).

Pantera Negra (2018)

Esse é o filme que eu tenho a relação mais passional. Não preciso esconder, é meu preferido. No caso, não preciso esconder MESMO, porque já escrevi sobre isso aqui. Por um lado, tem enredo simples, e convenhamos, como filmes de herói em geral são. Por outro, é um dos mais corajosos, por trazer temas sociais do mundo real tão importantes, que é difícil não ficar embasbacado por ele. Ao ponto de nos esquecermos que é basicamente um filme sobre queda e ascensão de um monarca. A mescla de tribalismo e futurismo, o protagonismo negro, o respeito às figuras femininas, o fato de o herói ter mais responsabilidades imediatas do que quaisquer outros já apresentados, e de o vilão ter objetivos muito mais maduros e compreensíveis são coisas que podemos listar que tornam esse filme maravilhoso. Posso estar exagerando. Mas eu compro essa aposta.


Até a data de lançamento desse texto, “apenas” esses filmes foram lançados. Até a próxima!

Falando de algum lugar no universo - Fernando Medeiros

Graduado em Ciência da Computação, pai de dois cachorros, sommelier de memes. Criador do (então) falecido Cinenerd.

3 Comentários
  1. Responder Adriano Matos 28 de abril de 2018

    Adorei o post, deu para ver quais filmes faltam (ou não fazem falta) para eu ver. Valeu!

    1. Responder Fernando Medeiros 7 de junho de 2018

      #tamoJunto

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