Eu to sempre falando para vocês de animes bonitinhos, fofinhos, doces e visualmente agradáveis. Made in Abyss é tudo isso, entretanto consegue ser perturbador e tenso ao mesmo tempo! Tá curioso para saber?
Enredo
Made in Abyss conta a história de Riko, uma menina de 12 anos que mora em Orth, uma cidade ao redor de um abismo, uma grande cratera numa ilha perdida no mar de Beoluska, que foi descoberto há mais ou menos 1900 anos. Riko é uma escavadora de crateras, uma desbravadora que encontra relíquias para ajudar a sustentar o orfanato onde mora, o Belchero. Em sua primeira expedição ela encontra com Regu, um curioso menino robô, que a salva da morte.

Apesar da pouca idade assustar, existe uma hierarquia, uma cadeia de comando que separa os escavadores mais jovens como Riko, uma Apito Vermelho, dos mais fodásticos de todo o universo, os Apitos Brancos. A mãe de Riko, é uma das Apitos Brancos mais conhecidas e infames, Lyza, a Aniquiladora. Riko se contenta em estudar e conviver com Regu até que um documento originado do fundo do Abismo é recuperado. O documento foi enviado por sua mãe, Lyza a Aniquiladora, e junto com ele uma mensagem para Riko, “Venha até o fundo do Abismo.” Contrariando os adultos, Riko e Regu fogem do orfanato e partem em uma grande aventura.
Porque assistir Made in Abyss?

Da abertura até o encerramento, Made in Abyss é uma obra surpreendente. A começar que diferindo do estilo de traço chibi, que o autor conferiu a obra, Made in Abyss é um anime Seinen. Então não, não se deixe iludir pelo estilo fofinho dos personagens, ou por boa parte deles serem apenas crianças de 12 anos. A animação é muito bem feita, os cenários são incríveis e os detalhes chamam muito atenção, fazendo jus ao enredo, que é muito mais intricado e adulto do que parece.
A construção de personagens não é magnífica, porém acerta em vários pontos. São crianças curiosas, sapecas e teimosas como toda criança saudável é. A sede de conhecimento e paixão pelo desconhecido descrita na Rizo é equiparável ao seu protagonista de shonen habitual. E falando em Shonen, caso não fossem os temas mais sérios que envolvem e permeiam a segunda metade da primeira temporada Made in Abyss passaria como shonen desapercebidamente.

Apesar de ter um começo mais lento, Made in Abyss deslancha na segunda metade da temporada, trazendo personagens importantes, momentos dramáticos e tensos, e uma cena tão ou mais perturbadora do que a Transformação que não se deve comentar de Fullmetal Alchemist. A trilha sonora dá o tom certo, e você consegue sintonizar com os momentos vividos pela Rize e pelo Regu. Minha única reclamação é que minha personagem predileta só aparece no final da temporada, queria inclusive deixar registrado aqui que eu defenderia a Nanachi com todas as minhas forças.
Considerações finais
O mangá que deu origem ao anime de Made in Abyss, é escrito e ilustrado por Akihito Tsukushi, sendo lançado em 2013 pela revista online Web Comic Gamma e só depois serializado pela Takeshobo. O anime só veio ao ar em 2017, contando com 13 episódios, dirigido por Masayuki Kojima e produzido pelo estúdio Kinema Citrus, o mesmo de Barakamon. O anime foi indicado á alguns prémios, eles incluído o Crunchyroll Anime Awards 2017, recebendo os prêmios de Anime o Ano e Melhor Trilha Sonora.

A continuação do anime será realizada através de um filme chamado: “Made in Abyss: Dawn of the Deep Soul”, no entanto, além do teaser acima, não possui data nem sinopse confirmadas. Após o final da primeira temporada, uma segunda foi supostamente confirmada, no entanto até agora nada foi publicizado. Caso você tenha se interessado em assistir Made In Abyss, o Maratona de sofá recomenda, prepare sua caixa de lencinhos para o início do episódio 10, porque o choro é certo!
Como sempre espero que vocês tenham gostado, um beijão e até a próxima!