Decidi quebrar meu silêncio aqui no site, justamente nesse momento de bastante desconforto emocional e político, para falar de amor. Nesse período de afastamento social/quarentena/isolamento por conta da pandemia do COVID-19 (coronavírus), as plataformas de streaming tem sido de muita ajuda na diversão familiar e entretenimento em geral. Uma das obras que me cativou em uma dessas plataformas foi a série Amor Moderno (Modern Love, 2019), da Amazon Prime Video.

SINOPSE
Uma amizade improvável. O retorno de um amor perdido. Um casamento em seu momento decisivo. Um encontro que pode não ter sido um encontro. Uma nova família não convencional. São histórias únicas sobre alegrias e tribulações de amor, cada uma inspirada por um artigo pessoal real da adorada coluna do New York Times, “Amor Moderno.”
AMOR MODERNO, AMOR ROMÂNTICO?
Tentarei deixar o texto com o mínimo de spoilers possível. Quero que vocês curtam a série ao máximo.

Desde que descobri o amor, a minha forma de amar, tem sido uma luta constante lidar com uma vida inteira de construção do ideal do amor romântico. Aquele que cresci vendo em filmes, acompanhei nos livros, imaginei nas fanfics. Não é fácil. Assumo que sou muito trouxa para esse tipo de conteúdo, e é um dos grandes motivos de acabar consumindo muito dorama (<3).
Nesse período longe do meu amor, recebendo tantas notícias horríveis, diante de uma perspectiva ainda pior do futuro, acabei mergulhando em coisas que fazem meu dia melhor. Sim, um pouco de açúcar. Era o que eu pensava, quando encontrei o título Modern Love na Amazon Prime Video.
Me chamou a atenção o cast maravilhoso da série, com nomes como Anne Hathaway, Cristin Milioti, Dev Patel, entre outros. Cada episódio é uma adaptação de histórias publicadas na coluna “Modern Love” do jornal The New York Times.
Além das atuações incríveis que já esperava, a série toma a liberdade de explorar um pouco mais de cada história real publicada no jornal. O Amor Moderno é explorado de diversas maneiras, nos encontros e desencontros, nas superações, e até mesmo nas discussões. Vai ser muito difícil você aí não se relacionar com algum desses personagens, e alguma de suas histórias. Mesmo que o cenário da série seja a vibrante e glamorosa cidade de Nova Iorque, eu, nascida e criada em Salvador, me senti representada em várias cenas.
Bem, nem todas as histórias vão te deixar com um sorriso bobo no rosto (como fiquei depois do primeiro episódio). Talvez algumas te deixem chorando compulsivamente na frente da tela (como fiquei depois do terceiro episódio), mas no final talvez você sorria e se sinta abraçado (como me sinto nesse momento).
Para quem estiver curioso sobre as histórias reais, e o que aconteceu com seus autores, no site Esquire tem o desenvolvimento de cada história e as suas divergências com a adaptação. O conteúdo está em inglês.
Foi lançado no Brasil pela editora Rocco o livro “Modern Love: Histórias reais de amor, perda e redenção”, organizado pelo editor Daniel Jones da coluna homonima no jornal NYT.

CONCLUSÃO
Amor Moderno nem sempre é o Amor Romântico. Ele pode até surgir dessa expectativa, mas a vida se encarrega de traçar caminhos bem diferentes dos queridos felizes para sempre. Indico a série para quem estiver em crise, sem conseguir pensar em algo que não envolva o fim da humanidade tal qual conhecemos.
Dê esse mergulho, experiencie de formas diferentes em um só lugar, Modern Love.
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