Nami yo Kiitekure – Insanidade nas ondas do rádio

Nami yo Kiitekure – Insanidade nas ondas do rádio

Achou que eu nunca mais ia fazer resenha de anime? Achou errado otárias! Dessa vez quero te contar sobre Nami Yo Kiitekure, o anime da locutora bêbada! Vem comigo!

Nami Yo Kiitekure – Sinopse

Minare Koda, garçonete de um restaurante, passou por uma separação ruim. De coração partido e bêbada, ela conta suas mazelas para um completo estranho – Kanetsugu Matou, diretor de uma estação de rádio local em Sapporo, Hokkaido. No dia seguinte, no trabalho, Minare fica chocada ao ouvir uma gravação sua da noite anterior tocando no rádio. 

Minare claramente envergonhada ao ser interpelada por Chishiro após invadir o programa dela no ar.
Minare invadindo o programa da Chishiro.

Perturbada, ela corre para a estação de rádio em desespero para interromper a transmissão. No entanto, ao invés de apenas confrontar Matou, ela acaba entrando ao vivo novamente na tentativa de explicar seu discurso de bêbada. Matou reconhece em Minare um talento bruto a ser explorado, convidando-a tornar-se locutora em sua rádio.

Informações técnicas

Nami Yo Kiitekure ou Wave Listen to Me em inglês é um mangá japonês de Hiroaki Samura, autor conhecido por Blade The Immortal. Publicado pela revista de Mangá Seinen da Kodansha, Monthly Afternoon. Lançado em Julho de 2014 e até o momento conta com sete volumes já publicados. A Kodansha Comics é a responsável por publicar o mangá na América do Norte. A Sunrise produziu o anime, Funimation o licenciou e sua estreia ocorreu em 3 de Abril. Tatsuma Minamikawa foi o responsável pela direção do anime e você provavelmente o conhece por suas participações em animes como Fairy Tail, Bleach, JoJo No Kimyou Na Bouken, e Shingeki No Kyojin.

Apesar de não ser uma obra de grande complexidade, seja no enredo, seja na animação, Nami Yo Kiitekure cumpre bem todos os pontos aos quais se dedica. A parte técnica da obra é caprichada, principalmente a estética e coloração. No entanto, por ser uma produção da Sunrise, estúdio conhecido por Code Geass, Gundam, e Gintama, uma produção bem executada já era esperado.

O design de personagens não é nada surpreendente, ainda que eles não sejam feios, o estilo aqui é mais realista e beleza não é necessariamente o foco. Existe uma fidelidade ao design de personagens do Mangaká original. No final dos episódios somos apresentados a trechos do mangá. Dito isso, a bolinha de reflexo no olho dos personagens me agoniou absurdamente, e foi uma adição da animação, no mangá ela não existe.

Minare abraça Misuho no dia do seu aniversário ao chegar na rádio. Matou assiste impassivo.
Minare, Misuho (meu casal ninguém sai!) e Matou.

Nami Yo Kiitekure – Por que assistir?

Nami Yo Kiitekure é antes de tudo uma comédia sobre uma mulher desastrada e suas confusões. Já no primeiro episódio a obra nos leva a um mergulho invasivo na vida e mente de Minare. E acredite, se existe um ser que possa ter a alcunha de DESASTRE HUMANO AMBULANTE, esse ser definitivamente é a Minare.

A premissa de desabafar seus sentimentos para um estranho enquanto bêbada é compreensível, afinal quem nunca né meus amigos? Entretanto, durante os episódios a Minare vai se tornando simultaneamente relacionável, e um tanto odiosa. Sabe quando existe um personagem que é ao mesmo tempo super irritante, e familiar? Pois é, essa é Minare Koda para vocês.

Enquanto se mete em confusões impensáveis, Minare também tem que lidar com problemas comuns para uma mulher mediana de vinte e poucos anos. Desemprego, falta de alojamento, relacionamentos conturbados com a família, patrões e namorados, e uma possível crise de sexualidade, são apenas alguns dos perrengues que a Minare tem que enfrentar.

Não vou mentir para vocês e dizer que ela os enfrenta bem. Nami Yo Kiitekure, explora a comédia da desgraça e vergonha alheia. Ou seja, escondi minha cara no travesseiro para não ver Minare fazendo merda várias vezes. Contudo me diverti bastante! Minare precisa de Terapia? Sem dúvida, mas quem de nós não precisa?

Justamente por isso, o ponto alto de Nami Yo Kiitekure é quando Minare amadurece emocionalmente o suficiente para assumir seus erros e fechar o ciclo amoroso vicioso em sua vida. A complexidade de reflexão pessoal requerida para que uma pessoa possa sair de um etapa assim em sua vida é gigante. É de uma profundidade surpreendente numa obra que parece nonsense ao primeiro olhar.

Minare com o microfone na mão enquanto improvisa o roteiro de um episódio no qual ela estaria correndo pela floresta, fugindo de um urso, que no momento ela está sentada em cima.
Fé nas malucas!

Considerações Finais

Ao longo dos 12 episódios de Nami Yo Kiitekure, Minare nos entretém, tal qual seus ouvintes às 3:30 da manhã. O anime não adaptou o mangá em sua completude, por isso existem várias dúvidas sobre o futuro da nossa protagonista e de seus amigos. O anime termina, deixando meu coração cheio de curiosidade sobre as investidas bissexuais da Minare. Inclusive, Japão eu tô de olho em você e nos seus personagens suavemente Bis. Eu aprovo, mas ainda quero representatividade escancarada! 

Quando Nami Yo Kiitekure me foi recomendado, os pontos destacados foram: Alta qualidade na abertura e encerramentos, animação bem realizada, design de personagem sólido e uma história interessante que me faria dar algumas risadas. Após finalizar a obra, posso concordar que tudo isso é real, e é exatamente por isso que eu indico que vocês assistam também. 

Nami Yo Kiitekure está disponível na Crunchyroll, e os mangás estão disponíveis na Amazon, tanto na versão de capa comum, como em ebook Kindle. Não existe confirmação de uma segunda temporada. Como sempre, espero que vocês estejam seguros e protegidos em casa, se cuidando contra o coronga; Um beijo enorme e até a próxima!

Falando de algum lugar no universo - Isabel Barbosa

Estudante de Ciências (sensuais) Sociais na UFBA. Feminista negra e capricorniana impaciente. Louca por séries, super-heróis, gatos, comida e recentemente anime.

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