Mais uma cinebiografia de um artista que conheço pouco. Rocketman (2019), sobre Sir Elton John!

SINOPSE
Nesse filme musical, vemos o crescimento do menino Reginald Dwight até se tornar Elton John (Taron Egerton), uma das lendas da música britânica (e mundial), passando pelos altos e baixos da sua carreira.

CADÊ O DEVER DE CASA…?
É a segunda cinebiografia desse ano de grandes nomes da música, cuja história eu conheço pouco. A bem da verdade, eu conheço muito pouco a história de músicos em geral. Por que…. Sei lá, meu lance é ouvir, mesmo. Mas admito, não conhecer a origem é não aproveitar boa parte da obra. Essa acaba sendo a graça desse tipo de filme. Conhecer a pessoa por trás de tantos clássicos.
Rocketman nos apresenta um John já quebrado, na pior fase da sua vida pessoal. E que nos conduz por toda a sua história. O pequeno Reggie Dwight (Matthew Illesley e Kit Connor). As relações familiares “quebradas”, o aprendizado de música, a adolescência, o jovem músico de apoio, até encontrar aquele que viria a ser seu companheiro pra toda vida, Bernie.

IRMÃO
Rocketman é completamente centrado em Elton. Porém, sempre dá espaço às figuras importantes na sua vida. O pai (Stanley, Steven Mackintosh), a mãe (Sheila, Bryce Dallas Howard) e a avó (Ivy, Gemma Jones), por exemplo. Mas talvez o personagem mais decisivo tenha sido Bernie, seu melhor amigo e compositor. Elton sempre foi a cara e a voz mas, sem Bernie, tudo teria sido mais difícil. Isso fica claro, e não é um demérito.

FICOU FIEL?
Uma coisa que sempre me preocupa bastante em biografias é o quão fiel o trabalho vai ser com relação ao “personagem real”. Por exemplo, o Alan Turing de Cumberbatch, em “O Jogo da Imitação”, ainda me incomoda um pouco. Será que ele era, mesmo, tão excêntrico quanto o ator apresentou? Complica, também, o fato de não haver muitas gravações de Turing (eu não achei nenhuma). Foi uma crítica que Bohemian Rhapsody recebeu, por exemplo. No meu texto, vocês devem se lembrar, eu elogiei bastante o filme. Claro, eu não conhecia a vida do Freddie. Mas muita gente achou o filme pouco fiel em diversos aspectos.
Elton John fez questão: não era pra diminuir a dose de nada. E não diminuíram. Ele teve uma vida (até o começo da década de 90) regada a álcool, drogas, e sexo. Tudo aparece no filme. Fora sexo explícito (por bem pouco), tá tudo lá, com a intensidade devida.
Por outro lado, o próprio John pediu ao seu intérprete Taron Egerton que não exagerasse na “imitação”. E ele fez a própria versão, que é muito boa.

UNIVERSAL
Já pontuei várias vezes aqui que não sou conhecedor da história dele. Mas cara, é incrível como suas músicas são universais. Como ja disse, o filme é um musical. E a música é presente não só em cenas de danças ensaiadas (sempre excelentes) como também tocadas como parte da narrativa. E é muito difícil aparecer alguma que você não conheça. Principalmente para quem tem o hábito de ouvir a Globo FM [risos]. São músicas que variam do brega ao chique*, do romântico ao rock and roll, melancólicas às batidas, e vocÊ nunca é ”‘deixado pra trás”. Rocketman te conduz o tempo todo, te dando a emoção que você precisa em cada momento. E, com isso em mente, vocÊs podem imaginar que a produção de som está incrível.

CONCLUINDO
Não comparar Bohemian Rhapsody e Rocketman é um desafio e tanto. Eu tentei evitar o máximo que pude.
Rocketman não é apenas uma coletânea de músicas incríveis de um dos personagens mais emblemáticos da música pop do último século. É, também, o retrato de um homem perdido, ferido, quebrado, que se viu afundar enquanto sua carreira subia com um foguete. E é uma história que vale a pena conhecer. Vale a pena gastar seu dinheiro com esse filme, pode ter certeza.
Abraços, até a próxima!

MOMENTO P.S. (Pode Spoiler)
Só uma trivia. No filme, dá-se a entender que a inspiração para o nome John é John Lennon. Porém, é uma homenagem a Long John Baldry.
*Essa frase é brega por si só.
