Pra mim esse livro foi um marco. Estamos vivendo a época dos livros sobre realeza: príncipes, princesas, reis, rainhas e golpes políticos. Mas é inegável que os livros de fadas estão vindo para tomar o topo das vendas, Sarah J. Maas que o diga. Hoje trago a resenha de O Príncipe Cruel, que apresenta toda a loucura política de um reinado prestes a entrar em crise, SOMADO a mitologia feérica. E de forma quase cirúrgica, Holly Black cravou um lugar em meu coração.
O livro conta a história de Jude, uma humana que tem seus pais assassinados e é obrigada a viver com suas irmãs em um reino feérico. Dez anos depois tudo o que ela quer é pertencer àquele lugar, mas a possibilidade de uma guerra civil está ameaçando os planos dela, então Jude se vê envolvida no caos político e dramático do reino das fadas.
Eu não desejo me sair bem no torneio como um dos feéricos. Eu quero ganhar. Não quero ser tratada com igualdade. Em meu coração, eu quero ser melhor que eles.
A autora sabe o que faz. Eu esperei clichês o tempo inteiro, porque a história poderia facilmente se enveredar para esse caminho, mas não, fui surpreendida com quase tudo. As motivações da Jude que é a protagonista, as relações a sua volta, os pontos de virada do livro, tudo isso me agradou demais.
O desenvolvimento da Jude pra mim foi o ponto alto do livro. Essa é uma história que começa e termina com você enxergando claramente que a protagonista evoluiu. Ela já era muito empenhada e aproveita as oportunidades que aparecem com afinco e isso me agradou demais, é muito difícil lidar com um personagem indeciso ou burro. A Jude se joga, ela arrisca (não de forma louca) e isso pra mim foi louvável.
Como eu disse, QUASE tudo me surpreendeu. Teve sim um ou dois clichês que poderiam ter sido evitados, mas eles são facilmente ignorados tendo em vista toda trama em volta.
Os apaixonados por fantasia vão amar esse livro, mas os que são fissurados no romance das tramas podem demorar a se envolver na história, o que posso dizer é que tenham paciência: vocês não vão se arrepender.