Guerra do Velho foi exatamente o 1º livro que li em 2018 e eu não poderia ter começado o ano melhor. Sem ironia aqui :p O livro é realmente bom e por causa dele sinto que comecei com o pé direito. Com essa resenha dou início a uma retrospectiva literária com muita empolgação e saudosismo pelas melhores histórias que conheci nessa loucura de ano.
A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD – Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar.

Primeiro vamos falar sobre esse ser um livro com um protagonista idoso? Essa foi definitivamente a isca que mordi, uma guerra com pessoas idosas? Uma guerra intergaláctica com pessoas da terceira idade?! Não pode ser! E aí eu já estava mergulhando no livro para descobrir como isso poderia ser possível ou justificado.
Fico feliz em adiantar que o autor não só explica muito bem esse pré-requisito etário peculiar, como desenvolve uma trama incrível que entrega aventura, ação e certo drama que me deixou presa, me fazendo rir e chorar sem parar.
O enredo em si, como apontei, é instigante. Tem uma premissa criativa forte e ao meu ver muito original. É claro que estamos acostumados a ver pessoas idosas lutando por aí nas obras de ficção científica, mas ainda não tinha visto um enredo onde só a terceira idade fosse necessária. Esse é um ponto muito bem desenvolvido pelo autor e garanto que vocês vão se surpreender quando descobrirem o segredo por trás das Forças Coloniais de Defesa.
Os personagens me conquistaram mais do que eu esperava, de verdade. O John é viúvo, tem 75 anos e não tem muitas perspectivas depois de ter vivido tanto. E quando se alista sabe pouquíssimo sobre as FCD, como qualquer pessoa na Terra. E após isso, todas as pessoas que ele conhece, tudo o que acontece com ele, é apresentado sem desrespeitar a maturidade do mesmo. Não dá pra você fazer uma história com pessoas mais velhas que viveram e vivenciaram quase tudo na vida e os colocar como adolescentes aventureiros no espaço.

Se você está por dentro do cenário de ficção científica já deve ter ouvido falar do autor deste livro, se não: ele ganhou prêmios, agradou o público e a crítica especializada, além de ter um promissor futuro em adaptações, tendo em vista que o canal Syfy e a Paramount já compraram os direitos desse livro que vos resenho. Trago isso para vocês porque gosto muito de ficção científica e por não ser um gênero tão próximo aos holofotes, quando um autor se destaca assim com uma obra de qualidade impecável como Guerra do Velho, isso é um marco muito importante.
No fim das contas, revisitando meu Skoob vi que dei 5 estrelas pro livro e favoritei ele. Relembrando as sensações que tive, percebo que não podia estar mais certa nessa nota.