Jurassic World: Reino Ameaçado e um fim de semana no parque

Jurassic World: Reino Ameaçado e um fim de semana no parque

Pois então, recebemos a notícia de que hoje teria cabine de Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom), e como eu iria comparecer, tive que assistir o filme anterior [risos]. Então, depois de ter desistido de instalar o MYSQL Workbench no meu Ubuntu (alguém já teve problema com o drive libsigc-2.0.so.0? Me ajuda!?), já era mais de meia-noite. Mas lembrei e fui ver o filme. Esse sacrifício é por vocês <3

Quero 10 reais de cada um.

SINOPSE

Depois do fracasso do parque temático Jurassic World (2015), a Ilha Nublar é abandonada e se torna um santuário natural para os grandes répteis. Porém, o vulcão adormecido da ilha está despertando, e a humanidade precisa definir se vai salvar os animais ou deixá-los morrer. E se vão levá-los a um novo retiro, ou serão explorados pelo grande capital.

Eita… Deu ruim.

COMENTÁRIOS

Ainda bem que eu fui ver o filme anterior. Esse é uma continuação direta (ou melhor, depois de 3 anos), e os personagens principais Owen (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) já foram apresentados lá. Alguns dinossauros principais, como a Velociraptor Blue e o Indominus Rex também vem de lá. É bom, também, que você já tenha visto o filme original de 1993, ou vai perder algumas referências (fora que vai estar desacostumado com os clichês se não o fizer).

Quantas estrelas ela deu?

CLICHÊS E METÁFORAS

Falando em clichê, todos foram convidados para essa festa. Um adulto aventureiro, uma adulta com conhecimento, uma (ou mais) crianças imaturas porém geniais (e com muita sorte), dinossauros super perigosos, dinossauros que despertam empatia, Deus ex Machina para um cacete, soldados perigosos, vilões empresários, sistema eletrônico que dá pane, tá tudo aqui.

Outra coisa: Jurassic Park, desde o original, era uma metáfora para duas coisas, “a natureza é uma força implacável” (na forma dos dinos) e “cuidado ao brincar de Deus. Criatura pode se voltar contra criador”. Eu adiciono uma terceira, Jurassic Park/World é sobre burrice. Toda vez que você tiver uma ideia que parece genial, repense. Toda vez que você se tocar que esqueceu de conferir algo, volte e confira. QUALQUER chance das coisas darem errado, darão. Murphy estava certo.

“Chamou?”

SE NÃO É NOVO, POR QUE VER?

O filme original trazia uma coisa que todos os outros tentaram replicar, e não foram muito bem sucedidos: o encantamento. Acompanhar com os personagens, o jipe andar, depois ver o primeiro dinossauro “vivo”, na sua frente, com a música subindo, caramba, é emocionante demais. E todo Jurassic Park/World desde então tenta fazer o mesmo. Pra mim, só esse conseguiu (e isso é opinião, tá? Pode discordar).

Os atores principais, Chris Pratt e Bryce Dallas Howard evoluíram nesses últimos 3 anos. Na verdade, as vezes parece que o roteiro não evoluiu junto. Sem falar que a dupla Zia Rodriguez (Daniella Pineda) e Franklin (Justice Smith – saudades The Get Down) são uma ótima adição ao grupo dos heróis. A menina Maise (Isabella Sermon) ainda é muito pequena para podermos avaliar, mas tem potencial.

A animação dos dinossauros está aprimorada, também. No começo da sessão (e não sei se foi exclusivo da cabine) Spielberg vem a tela para contar como o filme da década de noventa foi revolucionário em termos de efeitos práticos e visuais. E o foco nos efeitos 3D, em detrimento aos efeitos práticos, desde então é um problema perceptível. Esse filme, além de ter efeitos digitais lindos, também tem animatrônicos incríveis. Parece ser besteira, mas a gente consegue sentir a diferença da interação dos atores com relação a um “boneco” e com uma bola que vai ser um bicho 3D no computador.

Sem contar a trilha. Gente, a música… John Willians, sempre genial, nos brindou com o tema do Jurassic Park, e todo seu contexto musical 25 anos atrás, e agora Michael Giacchino vem com a missão de resgatar isso. E, caramba, ele CONSEGUE! Lembra do encantamento, que eu falei? Ele conseguiu trazer de volta! É tão lindo… claro que não é perfeito, muitas vezes você vai senti-lo forçando o tema de volta, mas ainda assim… é muito bom (Chupa Solo).

– Quem vai lá hoje?
– Todo mundo.

O QUE FOI RUIM?

A participação do Jeff Goldblum foi muito curta. Ainda dá pra perceber as animações 3D. Falando em 3D, eu só me dei conta que a sessão era desse tipo quando tive que devolver os óculos; se tiver chance, não gaste seu dinheiro com esse tipo de projeção. O Owen é um cara muito legal, às vezes babaca sem motivo, manja? E o filme trás sustinhos (jump scares) mas poucas surpresas reais.

E meu pânico de bichos subaquáticos que aumentou pra cacete, embora isso ser coisa minha.

“Life finds a way”

RESUMINDO

Jurassic Park foi um filme genial que trouxe consigo uma franquia fraca e boba. Por outro lado, Jurassic World renasce pretencioso e aquém do esperado. Esse novo filme é bastante simples, porém traz o “coração” que eu não vi nos outros desde o primeiro. Se você já curte  dinossauros, não deixe de ver esse!!!

PS.: E evite sessões 3D. Só serve pra pagar mais caro, é inútil.

Jurassic World: Reino Ameaçado estreia nos cinemas de todo o Brasil dia 21 de Junho

Abraços a todos!

Falando de algum lugar no universo - Fernando Medeiros

Graduado em Ciência da Computação, pai de dois cachorros, sommelier de memes. Criador do (então) falecido Cinenerd.

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