O Sol Também é Uma Estrela : um novo romance adolescente para amar 

O Sol Também é Uma Estrela : um novo romance adolescente para amar 

Quando O Sol Também é Uma Estrela começou, eu pensei imediatamente “esse é um filme bom para estar na Netflix”. Em algum momento nos últimos anos, desenvolvi o pensamento de que filmes para um público mais jovem são filmes excelentes para a Netflix e não tão bons para o cinema.

Mas acho que este filme me fez repensar sobre isso, ele vai além de um clichê adolescente, entrega camadas sobre os personagens que eu não esperava, traz sensibilidade ao mostrar cultura e racismo, sem de fato parar para discutir tornando a obra massante. É importante que um filme assim esteja em todas as “plataformas possíveis”.

Sinopse:

Natasha é uma jovem extremamente pragmática, ela não acredita em destino, apenas em fatos explicados pela ciência. Em menos de doze horas, a família de Natasha será deportada para a Jamaica, mas antes que isso aconteça ela vê Daniel e se apaixona, colocando todas as suas convicções em cheque.

Conheça uma outra Nova York

A história se passa em um dia na cidade de Nova York, e a protagonista, Natasha, está buscando reverter a situação de deportação da sua família. O que nos leva a uma volta pela cidade, e enquanto ela faz isso e se envolve com o Daniel, o que mais chamou minha atenção foi que o filme não teve a preguiça de mostrar aqueles mesmos pontos turísticos que já vimos em 200 filmes que se passam na cidade (e merece aplausos por isso). O Sol Também é Uma Estrela já ganha mil pontos só por não enfiar a Times Square na tela. Vemos bairros populares, comerciais e ambientes “normais”, de uma cidade muito glamourizada no cinema, a sensação que tive foi que finalmente conheci Nova York.

Dinâmica do filme e o roteiro

O roteiro não é original, ele é baseado no livro homônimo, mas a forma que foi adaptado nos mostra que a diretora, Ry Russo-Young, tem um olhar sensível para os temas que Nicola Yoon, a autora, aborda no livro. Esse é um filme sobre dois adolescentes que se apaixonam, ótimo, mas a garota é negra e o garoto é asiático, são dois jovens envoltos em contextos sociais que não escolheram, e em famílias que têm problemáticas que não podem ser ignoradas. As exigências, os problemas e relações que essas famílias tem são extremamente diferentes das famílias brancas americanas.

E isso é mostrado no filme, com uma edição muito linda, e um dinamismo que não estraga a relação romântica que se desenvolve entre os dois.

Finalmente um clichê tão bom quanto Para Todos os Garotos que Já amei

Por fim, o filme pode trazer camadas adicionais, uma edição descolada, mas é um clichê romântico adolescente, então se você não gosta desse tipo de filme, não vá assistir. Na cabine de imprensa, percebi que a maioria dos colegas achou o filme ruim, o que me deixou pensativa sobre o público alvo do longa. Acredito que se você gostou da história da Lara Jean, vai amar a história da Natasha também. São obras muito diferentes, mas que se unem por serem feitas para nós que temos um coração adolescente.

No fim das contas eu amei, ri e chorei! Super recomendo para ir com as amigas, e quem já leu o livro, não se preocupe, segundo a minha amiga que foi comigo e leu, o filme passa bastante do que tem no original <3

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