Solo – A Star Wars Fanfic

Solo – A Star Wars Fanfic

Pois então, a Disney não faz cabine, #todoschoram, então eu aproveitei um encontro com a namorada, e aumentei minha dívida de cartão de crédito pra ver Solo e escrever pra vocês.

Hum, bom…

SINOPSE

Olhando mais uma vez para o passado da saga estelar, vemos agora um fragmento da vida de um dos seus personagens mais icônicos, Han Solo.

Será?

PRA COMEÇAR

“Fernando, que sinopse foi essa? Você não disse nada do filme!”

Mas é que, se você nunca viu Star Wars, dificilmente esse vai te interessar. O filme começa deduzindo que você já conhece o personagem. Mas tenta dar novos aspectos dele pra gente. Vamos falar mais sobre isso depois.

O que o filme pretende: nos aprofundar no passado de um dos personagens mais icônicos de toda a franquia, Han Solo. O que a gente quer saber : de onde ele veio? Qual sua família? O que o levou a ser um contrabandista? Como conheceu o Chewbacca e conseguiu a Millenium Falcon? Solo é nome de família ou apelido?

UUUUURRRRRGGGGGGGGGHHHHHH

Se você tá atento, já se tocou. Esse filme tem a intenção de ser um fan service. Uma versão cinematográfica do que os fãs mais dedicados de Star Wars já tinham nos livros, quadrinhos e enciclopédias relacionadas.

Isso não é necessariamente ruim, tá gente? SW tem uma série de fãs, que gostam de ser agradados, e não tem nada de errado em agradá-los. Porém, uma coisa que sempre me incomoda é:

CUMPRIU O QUE PROMETEU?

Então…

Não.

Bom, a Falcon veio

Veja bem, tudo o que eu disse acima é respondido no filme, tá tudo ali. Só que, por outro lado, é tudo meio corrido e sem substância, como se a equipe estivesse dizendo pra gente “tá vendo galera, foi assim que aconteceu *pisca*”. Mas… Sem muito mais.

Por outro lado, o filme nos dá novas “coisas” com que se preocupar, como novos personagens, novas raças, novos cenários, novas organizações. Organizações essas que poderiam ser interessantes, não fosse o fato de esse filme ser um flashback, várias das coisas que ele mostra já são conhecidas por nós. E o que aparece, mas não conhecemos, deixa de ter tanta importância. Porque veja, se a gente não viu isso nos 5 filmes posteriores, qual a relevância disso para a galáxia, ou até mesmo para o personagem? Então temos uma dualidade aqui: coisas muito relevantes, mas que tem pouca profundidade, e coisas certamente irrelevantes que tem muito peso. E agora?

ENTÃO É RUIM…?

Não é esse o ponto. Não é um filme ruim. Vou dar uma volta antes de retornar ao que quero explicar:

Em nossas palestras e em nossos textos, eu sempre falo como o fã acaba sendo muito exigente com alguma coisa que ele goste. Porque espera que aquilo atenda uma expectativa que só existe na mente dele. E eu não estava com expectativa alta para esse filme (ou então, teria ido na pré-estréia), mas não tem como evitar esperar alguma coisa de algo derivado de Guerra nas Estrelas. E o lance é esse, aqui: eu não vi Star Wars.

Lando não liga pro que eu penso

“Mas bom, aí fo$#-se né? Problema seu”

Claro, está coberto de razão, problema meu. Mas eu não largaria uma frase dessas sem razão, então endosso. A sensação que nos dá, quando assistimos, é que poderia ser um filme diferente, com outros nomes e personagens, e seria uma ação estelar muito legal. Mas talvez ficasse parecido demais com SW, e então eu diria “olha, desculpa, parece um plágio”.

E o que é uma história com muitos elementos de uma marca, mas que não é parte desta (a nível de narrativa)?

Uma fanfic.

Desculpa, galera. É o que esse filme é.

MAS TEM COISAS BOAS?

Tem sim. O filme traz atores que estão em evidência, e é bom revê-los em outros contextos. Paul Bettany, o Visão, da Marvel, está aqui. Donald Glover, tão popular ultimamente pelo polêmico This Is America, sem contar Atlanta, é o contrabandista/gerente/traidor Lando CalrissianEmilia Clarke, Khaleesi, está aqui. Thandie Newton, a Maeve em WestWorld, e Woody Harrelson, de Zumbilândia, também vieram. E apesar das polêmicas sobre a capacidade de atuação do protagonista Alden Ehrenreich, ele mandou bem.

Dany… <3

SW sempre foi conhecido pelos efeitos especiais, e aqui não ficam devendo em nada. As cenas de ação são muito boas também.

PORÉM

Isso que é complicado nesse filme, nenhum elogio é pleno. O protagonista é bom, mas não é incrível. E não tem o carisma do Harrison Ford. O que talvez seja algo impossível de pedir, mas caramba, era o PAPEL DELE! Donald Glover, de certa forma é até melhor que o intérprete original de Lando, Billy Dee Williams, mas (eu me sinto muito babaca escrevendo isso) ele é melhor demais. Não lembra o Lando.

Os efeitos são bons? Sim, são. Fotografia [1] legal? Sim, bonita. Mas o filme é escuro demais, com cortes rápidos e closes demais (Transformers).

E a trilha, assinada por John Powell? É ok. Mas putz, cadê o peso que sempre teve? E por que tem horas que parece Ghost in the Shell?

<SPOILER>

Sem contar o cliffhanger final. Só nos fez pensar “espera, vai ter MAIS???”.

</SPOILER>

Onde está o fim do parque…?

Então enfim, concluindo, o filme é legal. Ele por si, não é um filme ruim. Porém não conversa, comigo, como um filme de Star Wars. Se fosse uma nova série, uma nova franquia, novos personagens, talvez me agradasse mais. Mas é parecido demais com SW para que, se isso acontecesse, não considerasse um plágio. Então esse filme está num limbo terrível, num lugar de “sou de uma franquia” X “não, você não é”.

O título do último (?) Podcast do MDM foi “Han Solo e até onde vai a explorabilidade dos personagens da cultura nerd?”. E acho que sim, é o problema desse. Querer explorar demais a franquia.

É um filme legal. Só não é SW.

E POR QUÊ ROGUE ONE FUNCIONOU?

Excelente pergunta. Vamos pensar sobre isso.

Abraço a todos, até a próxima!

MENÇÃO HONROSA

Continuamos conhecendo robôs carismáticos. Dessa vez, vem a revolucionária L3-37. Tem muito potencial.

L3 pela revolução!

[1] beijo, Vini.

Falando de algum lugar no universo - Fernando Medeiros

Graduado em Ciência da Computação, pai de dois cachorros, sommelier de memes. Criador do (então) falecido Cinenerd.

1 Comentário

Deixe um Comentário